CPFL barra acesso a plano de emergência de barragem

LIBERAL tenta desde a semana passada ver o documento que detalha áreas afetadas em caso de rompimento da barragem de Salto Grande


A CPFL Renováveis vetou o acesso do LIBERAL ao plano de emergência elaborado para ser colocado em prática em um eventual rompimento da barragem da represa do Salto Grande. O documento, já entregue à Defesa Civil de Americana, indica as 11 áreas às margens do Rio Piracicaba que seriam impactadas em caso de colapso da estrutura.

A reportagem tenta desde a semana passada acesso ao documento, que chegou a ser liberado para consulta in loco, em Jundiaí, mas depois foi negado. O detalhamento com a localização dos locais de risco está especificado no documento e não foi revelado pela empresa e nem pela Defesa Civil.

Foto: Willian Gregio / Divulgação
Foto aérea da barragem da represa do Salto Grande

As 11 áreas são locais descritos como ZAS (Zona de Auto Salvamento) e contemplam as captações de água de algumas indústrias, áreas de lazer industriais, estacionamento de indústrias e um condomínio industrial. Todos os pontos estão mapeados no Plano de Ação e Emergência (PAE), que indica a localização exata desses locais.

Em nota, a CPFL Renováveis justificou o veto informando que o PAE foi entregue e protocolado junto aos órgãos competentes e que aguarda a análise do documento pelos envolvidos.

“Foram realizadas reuniões com as autoridades municipais, que nos informaram que estão analisando o documento. Neste momento, a empresa aguarda a análise ser concluída, para que avalie as contribuições adicionais e eventuais alinhamentos necessários no plano existente”, informou a CPFL. “Somente após a conclusão dessa etapa, a empresa poderá se manifestar em relação à solicitação”, diz a nota, fazendo referência ao pedido do LIBERAL para ter acesso ao plano.

Ainda no comunicado, a concessionária reforça que a Pequena Central Hidrelétrica de Americana “possui suas edificações e instalações em perfeitas condições de segurança e apta para geração em sua plena capacidade”. Na terça-feira, o diretor de operações da CPFL Renováveis se reuniu com o prefeito Omar Najar (MDB) e também assegurou a segurança da estrutura.

O Ministério Público instaurou inquérito na última semana para averiguar qual a situação da barragem. Os promotores de Justiça querem saber se há riscos que possam comprometer a sua segurança.

A subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Americana também quer informações sobre o assunto. Em ofício encaminhado à CPFL nesta semana, a entidade questiona os procedimentos adotados para manutenção preventiva da estrutura da barragem.

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