Consumo de gás de cozinha em Americana cai 44% na década

Revendedores afirmam que gás natural tem substituído o GLP na preferência do consumidor


O consumo de gás de cozinha caiu quase pela metade desde o início da década em Americana. Em 2018, foram consumidas 10,2 mil toneladas, uma redução de 44,9% na comparação com 2010, quando houve a procura por 18,6 mil toneladas. Revendedores apontaram o crescimento da procura pelo gás natural como o grande motivo pelo número.

Os números constam no Anuário de Energéticos por Municípios do Estado de São Paulo, da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente. Conforme revelado pelo LIBERAL em 28 de julho, a procura pelo gás natural aumentou 39% em 2018 em relação ao ano anterior, de acordo com levantamento feito pela Comgás (Companhia de Gás de São Paulo).

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Proprietários de revendedoras relatam mudança no perfil de consumo

Condomínios residenciais de Americana têm implantado o novo sistema para substituir o gás de cozinha. Um deles é o Guaicurus, localizado no Machadinho, que possui nove blocos de apartamentos, com 450 unidades. Uma das principais justificativas para a adequação é a segurança.

A Secretaria Infraestrutura e Meio Ambiente corrobora a versão dos revendedores, afirmando que a expansão da rede de distribuição de gás encanado tem ocasionado na troca pelo GLP (Gás Liquefeito de Petróleo).

O valor é outro fator que pode explicar a mudança na procura. No ano passado, o menor preço médio de revenda do botijão de 13 quilos em Americana foi de R$ 61,70, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Em 2010, o menor preço médio registrado foi de R$ 39,22.

Para José Lino, proprietário de uma revendedora do município, houve uma mudança no perfil dos habitantes na alimentação. Hoje, segundo ele, recorre-se mais ao uso de equipamentos elétricos, como fritadeiras e panelas. Como não utilizam o gás, contribuem para a economia do recurso. Além disso, Lino destaca ainda a procura maior pelos restaurantes fast foods.

Profissionais do ramo confirmaram a queda. Valtino Yamakawa, dono de uma revendedora na Vila Santa Catarina, afirma que percebeu diminuição de 50% nas vendas nos últimos oito anos.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora