Construção de barragem do DAE no Rio Piracicaba atrasa

Barragem que vem sendo construída pelo DAE para garantir o abastecimento durante a estiagem não ficará pronta no prazo previsto, janeiro


A barragem que vem sendo construída pelo DAE (Departamento de Água e Esgoto) de Americana nas proximidades da captação de água do Rio Piracicaba será entregue com quatro meses de atraso, de acordo com previsão da autarquia. A construção começou em julho, com prazo de conclusão no fim de janeiro de 2019, mas a pouco mais de um mês da data, a obra está 20% concluída.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Projeto está orçado em R$ 2,3 milhões e vai substituir o atual enrocamento, que perdeu a eficiência

O projeto, orçado em R$ 2,3 milhões, vai substituir o atual enrocamento (conjunto de blocos de pedra) que existe hoje no local e, que segundo a autarquia, perdeu a eficiência. O objetivo é garantir o abastecimento durante o período de estiagem quando ocorre a baixa vazão de água no corpo hídrico. A barragem está em execução abaixo no limite de Americana com Limeira, nas proximidades da empresa Suzano Papel e Celulose.

Segundo os técnicos da autarquia, a barragem vai garantir a cota mínima necessária para o funcionamento das bombas no ponto de captação, com elevação mínima de um metro em época de estiagem.

“O principal objetivo é garantirmos um abastecimento efetivo em situações de escassez. Com a mesma preocupação temos feito ainda o trabalho da nova capacitação, para que não fiquemos dependendo apenas de uma só”, informou a Coordenadoria de Planejamento do DAE, por meio de nota.

O projeto e as interferências necessárias no corpo hídrico foram devidamente analisados e outorgados pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo) e demais órgãos ambientais.

De acordo com informações do DAE, no fim de outubro a obra estava 13% concluída. De lá para cá, a construção “andou” mais 7%. Segundo informações da autarquia, devido a obra ser executada no canal do rio, o cronograma pode sofrer atraso em virtude das cheias ocasionadas pelo período de chuvas. Dessa forma, a entrega prevista para janeiro teve de ser postergada para maio do ano que vem.

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