Estapar planeja tarifas promocionais em ruas ‘vazias’

Ideia da Estapar é cobrar menos por estadias prolongadas; medida depende de regulamentação da Prefeitura de Americana


Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal.JPG
Diretor da Estapar, Adelcio Antonini falou sobre ruas com baixa rotatividade

A Estapar planeja criar áreas com tarifas promocionais de Área Azul em Americana. A ideia é usar ruas onde a taxa de ocupação do estacionamento rotativo é bastante baixa e oferecer preços menores para estadias maiores. A informação é do diretor da empresa, Adelcio Antonini.

A entrada em vigor dessa tarifa depende de uma regulamentação por parte da prefeitura, explicou o representante da empresa que, desde fevereiro, administra a Área Azul. O governo trabalha em um projeto de lei para esclarecer todos os pontos relacionados ao sistema. A proposta tem de ser enviada à câmara, aprovada e voltar para sanção do prefeito Omar Najar (MDB) na sequência.

Hoje, cada hora sai por R$ 2,50 para carros (e R$ 1 para motos). Para estacionar por quatro horas, por exemplo, o motorista precisa desembolsar R$ 10. A intenção é que, nessas vias onde menos carros estacionam, seja cobrada uma tarifa menor. Por exemplo, R$ 6 pelas quatro horas – o percentual ainda não está ainda definido, diz Antonini sobre o tema.

O diretor da Estapar citou como exemplo uma rua (cujo nome ele não se lembrava) com taxa de ocupação média ao longo do dia de apenas 5%. É o menor percentual da cidade. Isso significa que, se essa via tem 100 vagas, só cinco estão sendo utilizadas simultaneamente, em média – as maiores taxas de ocupação da Área Azul em Americana giram em torno de 50%.

O baixo número, diz Adelcio, não significa por si só que essa via não precisa de Área Azul – até por que, segundo ele, o mesmo endereço apresentava um índice de ocupação de 90% antes da implantação do novo sistema de Área Azul, que ampliou o número de vagas na cidade de 600 para 2.020 e apertou a fiscalização.

De acordo com ele, não basta olhar se há poucos carros estacionados, mas sim se a rua tem polos geradores de tráfego – um comércio, um restaurante. Em algumas situações, a rua pode ter poucos geradores, mas, se não houvesse Área Azul ali, também seria muito mais difícil estacionar, diz Antonini. “Se eu tirar [a Área Azul delas] vai ficar 100% ocupado, talvez não vá atender direito esses locais”, afirma.

“Mas se eu criar uma tarifa que estimule as pessoas que queiram vir ao Centro, fazer suas compras com mais tranquilidade, ao invés de nesses setores estar programado por exemplo que você pra ficar 4 horas lá gastaria R$ 10, pode ser um valor que gastaria 60%.”

CARTÃO. No primeiro dia de disponibilização do cartão que garante a gratuidade de 15 minutos de manhã e mais 15 à tarde, a Estapar cobrou R$ 10, e não os R$ 2,50 anunciados na semana passada. O preço foi informado na sede da empresa (Rua Rui Barbosa, 509) à reportagem do LIBERAL e a ao menos mais uma pessoa. Antonini explicou que se tratou de um erro da funcionária, que estava cobrindo o horário de almoço da pessoa designada para a função.

Segundo ele, o cartão pode sim ser adquirido por R$ 2,50 e o motorista terá o dinheiro de volta se devolvê-lo. Não é preciso “carregá-lo” com créditos – mas se o consumidor quiser, pode fazê-lo. Só é possível adquirir o cartão por R$ 2,50 na sede da empresa.

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