Comissão investiga eleição do Conselho Tutelar

Candidatos e Diretório do PSOL protocolaram recursos que apontam erros na campanha e votação


Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
A eleição foi realizada no último domingo, e escolheu os cinco membros do Conselho Tutelar para um mandato de quatro anos

A Comissão Especial Eleitoral, responsável pelo processo de escolha do 9º Conselho Tutelar de Americana, vai abrir um procedimento investigatório e analisar 18 recursos apresentados. Além disso, deve notificar as pessoas envolvidas em um boletim de ocorrência que foi registrado ao longo do pleito para prestarem depoimentos.

As medidas foram anunciadas nesta sexta-feira, após reunião. A reportagem tentou contato com o presidente da Comissão, Antonio Dias da Fonseca, para esclarecer no que consistem os recursos protocolados e o boletim de ocorrência, mas as ligações não foram atendidas.

Além das investigações, a comissão também decidiu pela publicação do edital com resultado da eleição no Diário Oficial da Prefeitura de Americana.

A eleição foi realizada no último domingo, e escolheu os cinco membros do Conselho Tutelar para um mandato de quatro anos. O pleito contou com 6.218 votos – a participação é facultativa.

Advogada e presidente do PSOL de Americana, Maria Helena Pereira Galhani, disse que a representação protocolada pelo diretório do partido aponta irregularidades na campanha de, ao menos, três candidatos que foram eleitos, e que teriam descumprido normas do edital da eleição para conselheiros.

Por conta disso, o diretório pede a impugnação desses candidatos – ela preferiu não revelar os nomes por conta do bom andamento do processo.

Como exemplo de irregularidades ao longo da campanha, ela citou que houve indicação de candidatos por parte de líderes religiosos enquanto estavam no exercício da função; propaganda paga em redes sociais e mídias tradicionais; além de uso de poder político para pedir votos para candidatos.

A representação do PSOL pediu a anulação do pleito com base em relatos de candidatos, que indicaram a prática de boca de urna, transporte de eleitores, problemas com cédulas e votos duplicados.

“Verificamos violações de questões que deveriam ser vedadas”, declarou a advogada.

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