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Americana

Comerciantes fazem protesto pela reabertura nos dois sentidos do Viaduto Amadeu Elias

Mudanças promovidas em 2018 teriam causado queda nas vendas no comércio

Por Maíra Torres

01 ago 2020 às 14:29 • Última atualização 01 ago 2020 às 14:35

Cerca de 50 pessoas passaram entre 11h e 13h deste sábado (1º) por um protesto que pedia a reabertura do Viaduto Amadeu Elias, em Americana, nos dois sentidos. A mobilização reuniu principalmente comerciantes e moradores dos bairros Chácaras Machadinho II e Jardim Colina.

“Por conta do horário do comércio, as pessoas foram vindo aos poucos, ficavam um pouco e depois iam embora. Ficavam em grupos aqui, até mesmo pra evitar aglomerações, por conta da pandemia”. A afirmação é de Paulo Aguiar, consultor comercial de marketing e um dos três organizadores do protesto.

Participantes do protesto apenas passaram pelo local entre 11h e 13h, até mesmo para evitar aglomerações – Foto: Maíra Torres / O Liberal

Entre os motivos para anular a mudança no sentido do viaduto, que ocorreu em outubro de 2018, estão a diminuição do movimento da Avenida Paulista e consequente queda nas vendas do comércio da região. Segundo Paulo, 13 pontos de comércio na avenida fecharam entre 2018 e 2019.

A mobilização foi feita pelas redes sociais e ocorreu em frente ao prédio do antigo Colégio Universitário, na esquina entre a rua Brigadeiro Faria Lima e a Avenida Paulista. No alambrado do colégio foram afixados dois cartazes pedindo pela reabertura do viaduto em duas direções.

Comerciantes afirmam que a mudança do viaduto para sentido único causou prejuízos com a diminuição dos clientes – Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal

“Que esse prefeito tenha a sensibilidade de ouvir o apelo da população e do comércio. Sabemos que o momento é ruim, por causa dessa doença, mas é a única forma de sensibilizar o poder público”, disse Mario Simões, outro organizador do protesto e dono de um estabelecimento comercial localizado na avenida.

Roberto Maneo, proprietário de uma loja na Rua José Bonifácio, alegou que o movimento em seu comércio caiu entre 30% e 40% nos últimos meses, desde antes da pandemia. Os clientes estariam reclamando dos desvios de caminho para chegar até a loja.

Moradores das imediações também reclamam do trânsito após as mudanças promovidas pela prefeitura – Foto: Divulgação

“O pessoal do outro lado da cidade deixa de vir pra cá. Os clientes falam que vêm e na hora de voltar é um transtorno, têm que pegar o viaduto da Zanini ou a Abdo Najar, que fica inviável em horário de pico. A gente sente no bolso, o faturamento vem caindo e não podemos fazer nada”. explicou o comerciante.

Além do argumento comercial, moradores das redondezas também reclamaram ao LIBERAL sobre o aumento no fluxo de veículos em ruas que antes tinham características “residenciais”, bem como sobre a dificuldade em acessar algumas das principais avenidas de Americana.

Vanderli Vicentin, moradora da Rua Paraíba, disse que para cruzar a rua e ir à padaria, saindo de sua casa, ela precisa ficar esperando os carros, quando antes não havia movimento. Além disso, ela conta que precisou readaptar a rotina para consumir.

“Eu acho que dividiu a cidade, ficou ‘antes do rio e depois do rio’. Mudei o supermercado, não vou mais à Avenida Brasil, a gente para de ir para lá. Antes, em cinco minutos estávamos no Hospital São Lucas. Agora, demoramos 15 ou 20 minutos”, disse Vanderli.

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