Comerciantes esperam por aumento nas vendas

Esta é a segunda melhor data do ano para o comércio, só perdendo para o Natal; lojas abrem amanhã das 9 às 18 horas, em Americana


Os lojistas de Americana estão confiantes que o horário estendido do comércio neste sábado, véspera do Dia das Mães, vai aumentar a quantidade de vendas e o movimento. A data é considerada a segunda melhor do ano, ficando atrás apenas do Natal. As lojas ficarão abertas das 9 às 18 horas.

“O movimento está um pouco mais fraco já faz algum tempo, mas esperamos uma melhora nesse final de semana. A intenção é, pelo menos, manter as vendas no mesmo patamar de 2016”, declarou a gerente de uma loja de calçados localizada na região central, Elaine Cristina dos Santos Feitosa.

Uma pesquisa de intenção de compras realizada pela Associação Comercial de São Paulo, com base em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que 30% dos consumidores brasileiros devem optar por roupa, calçado, bolsa ou acessórios para presentear no Dia das Mães. Em Americana, de acordo com levantamento da Acia (Associação Comercial e Industrial), as vendas não devem apresentar crescimento em relação ao mesmo período do ano passado.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Comércio abre até mais tarde no sábado e lojistas apostam em vendas maiores

“Visto o cenário do ano passado e das últimas datas comemorativas, a ideia é manter o volume de vendas de 2016. Isso pode ser um indicativo de que o período de queda está passando, primeiro estabiliza e depois volta a crescer”, comentou o presidente da Acia, Dimas Zulian.

Gerente de vendas de uma loja de roupas no Centro de Americana, Andrea de Oliveira afirma que manter as vendas já é algo extremamente positivo. “Não acredito num crescimento, mas se conseguirmos o mesmo volume de vendas do ano passado isso vai ser ótimo”, disse. Ela também espera por uma melhora no movimento a partir desta sexta-feira. “Acho que o pessoal deixa tudo para última hora”.

O farmacêutico Cássio Aparecido de Carvalho Dias, de 40 anos, aproveitou a tarde desta quinta-feira e acompanhado da filha Isabel, de 11 anos, comprou um presente para a mãe. “Todo ano faço questão de dar uma lembrança. É claro que a crise fez com que o valor fosse levado em consideração, mas escolhi [o presente] pensando no que minha mãe gosta”, declarou.

A podóloga Ana Paula da Costa Osti, de 33 anos, também já garantiu o presente da mãe. “O fato de ser para mãe é levado em consideração muito mais do que o valor, mas confesso que por conta da crise, esse ano darei apenas uma lembrancinha”.

Preferidos

De acordo com a pesquisa feita pela Associação Comercial de São Paulo, roupas, calçados, bolsas e acessórios são os presentes preferidos para 34% dos consumidores. Na sequência estão joias, perfumes e cosméticos (23%), flores (9%) e celulares e eletrodomésticos (4%).

“A tendência é que os presentes sejam de menor valor, o que justifica o fato de celulares e eletrodomésticos, por exemplo, não serem uma das primeiras opções de compra da maioria”, afirmou Zulian.

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