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Sem ônibus

Com volta do comércio, usuários relatam espera por ônibus em Americana

A ampliação da oferta de ônibus na cidade levará em conta, segundo a prefeitura, locais em que “houver aumento do número de passageiros”

Por Paula Nacasaki

01 jun 2020 às 11:53 • Última atualização 01 jun 2020 às 12:20

Em meio a um monitoramento para verificar a necessidade de ampliar a circulação de ônibus em Americana, usuários do transporte público criticaram na manhã desta segunda-feira (1º) a falta de veículos no primeiro dia do retorno gradual da economia na cidade.

O tempo média de espera, segundo relatos ouvidos pela reportagem do LIBERAL no Terminal Metropolitano, variava de 40 minutos até uma hora e meia pelos coletivos.

Transporte público de Americana segue gerando reclamações de usuários – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

O operador de máquinas Fábio Junior, de 37 anos, aguardava há 50 minutos no terminal o ônibus que vai para o Antônio Zanaga. “Antes passava a cada 15 minutos, agora é a cada uma hora”. Ele afirmou que não houve nenhuma mudança ou ampliação da quantidade de ônibus nesta segunda-feira.

A empregada doméstica Giovana Luciana Souza, de 53 anos, saiu da Praia Azul em direção ao terminal e aguardava um ônibus para ir até a Avenida Cillos. “Antes todos os bairros tinham ônibus que passavam pela Cillos, agora não tem mais”.

Ela disse que por muitas vezes acaba tendo que pagar por transporte por aplicativo, principalmente aos fins de semana quando o horário dos ônibus é ainda mais demorado.

Redução

No início do isolamento social, a empresa reduziu algumas linhas com o argumento de que a demanda havia reduzido.

Em seguida, os ônibus começaram a circular com horário de domingo, o que gerou diversas reclamações de usuários sobre ônibus lotados.

Ao LIBERAL, a empresa Sancetur, que opera o transporte público por meio da SouAmericana, informou nesta segunda-feira que está acompanhando a situação por meio dos fiscais e de um monitoramento digital.

“O número de passageiros se mantém e essa semana diariamente continuará sendo monitorado”, explicou o dono da Sancetur, Marco Chedid. “Havendo aumento, será realinhado linha por linha”.

Na última sexta-feira, a prefeitura disse que a SouAmericana teria ônibus extras para atender os locais “onde houver aumento do número de passageiros”, mas não chegou a detalhar como seria feita a ampliação das linhas do transporte público no município.

Podcast Além da Capa
O novo coronavírus representa um desafio para a estrutura de saúde de Americana, assim como outros municípios da RPT (Região do Polo Têxtil), mas não é o primeiro a ser encarado. H1N1, dengue, malária, febre maculosa. Outras doenças também modificaram rotinas, exigiram cuidados além do trivial – ainda que não tenha havido quarentena, como agora – e servem de experiência para traçar paralelos com o atual cenário. Nesse episódio, o editor Bruno Moreira conversa com a repórter Marina Zanaki, que assina uma série de reportagens sobre outras epidemias em Americana.