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Covid-19

Com 73 mortes, abril já é o 2º mês com maior mortalidade por coronavírus

Internações em Americana e região apresentam recuo em 15 dias, mas ainda estão em patamares altos

Por Marina Zanaki

23 abr 2021 às 07:42 • Última atualização 23 abr 2021 às 08:58

Com 73 mortes pelo novo coronavírus (Covid-19), abril já é o segundo mês com maior mortalidade em Americana desde o início da pandemia. Apenas em março houve registro maior de óbitos, com 96 vítimas. Os dados têm como base a data de ocorrência da morte.

O pico da mortalidade na primeira onda na cidade foram os meses de agosto e setembro, com 46 e 45 óbitos, respectivamente.

Hospital Municipal de Americana: novas internações vêm diminuindo – Foto: Ernesto Rodrigues / O Liberal

Infectologista e membro do Observatório da PUC-Campinas, André Giglio Bueno apontou que as mortes em abril devem seguir crescendo, já que ainda há muitos pacientes internados e a notificação do óbito leva dias, ou até semanas, para acontecer.

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Por outro lado, as novas internações estão recuando na cidade. O número de pacientes internados nos quatro hospitais com leitos de UTI Covid-19, somando rede pública e privada, era de 64 pessoas nesta quinta. É o menor número de abril.

Contudo, na comparação com o início de março, quando as internações começavam a subir, ainda está alto. Em 1º de março, 36 pessoas estavam em leitos de UTI.

O cenário é semelhante ao que tem ocorrido na região. Análise do Observatório da PUC-Campinas aponta para queda de novas internações nas duas últimas semanas na área da DRS (Departamento Regional de Saúde) 7, de Campinas. A regional engloba 42 cidades, incluindo as cinco da RPT (Região do Polo Têxtil).

Com base na demanda por leitos de UTI e espera por vagas, Bueno analisou que o pico dessa segunda onda da pandemia ocorreu nas duas últimas semanas de março. Contudo, alerta que as taxas seguem altas.

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Na região de Campinas, os leitos intensivos tinham 79% de ocupação nesta quinta. O receio é que as flexibilizações autorizadas pelo governador João Doria (PSDB) possam reverter a tendência de queda.

“É uma situação muito limítrofe. O sistema de saúde ainda está muito sobrecarregado, e aí não seria o cenário ideal para já fazer essas flexibilizações. Há o risco de ocorrer estabilização em patamar elevado, já que não está esperando cair mais para flexibilizar. Ou mesmo de voltar a subir”, analisou o infectologista.

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