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ELEIÇÕES 2020

Chico Sardelli é eleito prefeito de Americana

Ex-deputado estadual do PV, que concorreu pela terceira vez ao cargo, venceu pleito na cidade, neste domingo

Por André Rossi

15 nov 2020 às 23:46 • Última atualização 27 nov 2020 às 14:17

Empresário e cinco vezes deputado, Chico Sardelli (PV) se elegeu, neste domingo (15), como novo prefeito de Americana. Ele será o 31º político a assumir o cargo, para o mandato 2021-2024. Essa é a primeira vez que ele ocupará o Executivo americanense.

Chico Sardelli foi eleito com 40.014 votos. O total corresponde a 36,19% dos votos válidos na cidade. Outros dois mais votados, Maria Giovana (PDT) teve 29.562 votos (26,74%) e Rafael Macris (PSDB), 19.573 (17,7%).

O resultado vem após a apuração que atrasou horas em diversos pontos do País.

“Um momento ímpar da minha vida, estou muito feliz, contente, leve. Foi muito trabalho, muitos anos trabalhando nesse projeto de chegar à Prefeitura de Americana”, comentou Chico.

“A emoção é das melhores, é um dos momentos que a gente estava aguardando há um bom tempo. Eu só gostaria de agradecer a Deus, em primeiro lugar, e a todo mundo que trabalhou com a gente, que lutou com a gente”, comentou o vice, Odir Demarchi (PL).

Deputado federal entre 2000 e 2006, e estadual de 2007 a 2018, Chico encabeça a coligação “Experiência para Americana avançar”, formada por PV, PL, PSB e Cidadania.

Em outubro, Chico participou das sabatinas do Grupo Liberal, onde defendeu suas propostas para Americana.

Chico Sardelli durante votação neste domingo – Foto: Bruna Campanholo / O Liberal

A trajetória de Chico Sardelli

Filho de imigrantes italianos, Chico nasceu em Americana no ano de 1956. Formado em administração de empresas pelo Instituto de Ciências Sociais de Americana em 1972, o empresário fez pós-graduação em Custos e Produção, e também em Administração, ambas pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) entre 1981 e 1983.

No seu currículo, Chico tem duas especializações no exterior: Administração Financeira, em Roma, na Itália, e Produção e Comercialização, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

A primeira experiência política de Chico se deu em 1985, quando ele foi candidato a vice-prefeito de Americana ao lado de Abdo Najar. A dupla não se elegeu.

Três anos depois, Chico foi eleito presidente do Rio Branco Esporte Clube. Sob sua gestão, o time comemorou o acesso à Primeira Divisão do Campeonato Paulista. Esse período foi importante para consolidar a imagem dele como figura pública.

Em 1998, Chico concorreu como deputado federal pelo PFL e fica na suplência com quase 81 mil votos. Assumiu o posto em 2000 e 2001.

Odir Demarchi e Chico Sardelli, durante o anúncio da chapa – Foto: Divulgação

Em 2012, novamente se candidatou a deputado federal e ficou como suplente. Foi candidato a prefeito de Americana em 2004 e não se elegeu.

Já em 2005, pelo PV, Chico se elegeu deputado estadual. Foi reeleito em 2009 e assumiu a vice-presidência da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) em 2011. Depois, em 2014, assumiu o terceiro mandato como deputado estadual.

Em 2018, Chico disputou novamente um lugar na Alesp, mas não conseguiu se eleger, ficando apenas como suplente.

Em 16 de setembro deste ano, foi oficializado como candidato a prefeito de Americana.

Campanha e propostas

A campanha de Chico foi marcada pelo combate intenso a fake news. O candidato entrou com ações na Justiça e conseguiu 11 liminares para que conteúdos falsos fossem removidos de sites e de redes sociais.

Na reta final da campanha, dois casos de panfletos distribuídos contra o candidato foram registrados. No dia 10 de outubro, a polícia apreendeu uma revista contra Chico que era distribuída por uma candidata a vereadora pelo PDT. A distribuição das revistas foi proibida pela Justiça Eleitoral.

Já na última sexta-feira (13), cerca de 30 mil revistas apócrifas – sem identificação de quem produziu e onde foram impressas – contra o candidato foram apreendidas. Chico classificou o ato como uma “covardia”. Ambas as produções traziam conteúdos que buscam manchar a imagem do candidato.

Para além das fake news, um fato relevante no jogo eleitoral da cidade foi o apoio do atual prefeito Omar Najar (MDB) para Chico, em detrimento de Rafael Macris (PSDB) – cujo partido integrou seu governo – e Alfredo Ondas (MDB).

Apesar de também ter gravado um vídeo ao lado de Rafael, dizendo que o vereador tinha capacidade para o cargo, Omar deixou claro em ao menos duas entrevistas posteriores que seu candidato era, de fato, Chico. Inclusive, na manhã neste domingo (15), Omar acompanhou Odir Demarchi – também ao lado de Chico – durante a votação.

O agora prefeito eleito também enfrentou polêmicas durante a campanha. No dia 30 de outubro, ele teve R$ 581 mil em bens bloqueados pela Justiça. O político é alvo de uma ação do Ministério Público.

Com base em delação de um ex-executivo do Grupo CCR, ele é acusado de ter pedido R$ 100 mil para o pagamento de despesas eleitorais em 2013. A delação é de 2018 e Chico nega as acusações.

O fato foi utilizado pela candidata Maria Giovana (PDT) durante debate do LIBERAL no dia 11 de novembro. Por duas vezes ela o questionou sobre o caso e Chico se irritou.

“É dessa forma que você vai administrar a cidade? Não me acuse. Sou ficha limpa. (…)  A senhora fala da nova política. A senhora é filha de político, neta de político, bisneta de político. Nada de novo”, disparou.

Já sobre suas propostas para a cidade, Chico promete a oferta de 750 vagas para crianças em creche nos 100 primeiros dias de seu governo. Ele também defendeu, durante sabatina do Grupo Liberal, a integração das forças policiais e a implantação de um sistema de videomonitoramento no município.

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