Centro de Americana vai ganhar projeto modelo de habitação

Estação Central, de interesse social, terá sete andares e será construída entre a Dom Pedro II e a Marechal Deodoro


Um prédio de sete andares com apartamentos de 51 metros quadrados, sacada, área de lazer com churrasqueira e vaga de garagem, num dos pontos com o metro quadrado mais valorizado de Americana. O empreendimento Estação Central tem características atrativas no mercado imobiliário, mas é um projeto de interesse social voltado para a faixa mais baixa do programa Minha Casa, Minha Vida. Será o primeiro da região com esse perfil numa área central e atenderá 64 famílias inscritas nos programas habitacionais do município. Todas já foram selecionadas.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal.JPG
rea onde será construído a Estação Central, na Marechal Deodoro, no Centro

A faixa 1 é a menor do programa Minha Casa, Minha Vida e contempla famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil. Dentro desse conceito, o subsídio pode chegar a 90% do valor do imóvel. As prestações mensais são calculadas com base na renda familiar. No Estação Central, o valor mensal a ser pago pelo apartamento ficará entre R$ 80 e R$ 190.

O projeto é da Cooperteto (Cooperativa Nacional de Habitação e Construção) e será construído com recursos dos governos estadual e federal, aproveitando uma área pública da União na esquina das ruas Dom Pedro II e Marechal Deodoro. No local existe um conjunto de nove casas que pertencia à Fepasa.

Segundo o secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Charley Petter Cornachione, o conjunto possui valor histórico e será preservado pelo município. O Estação Central será construído numa área de 2.700 metros quadrados, atrás das unidades. A área será desmembrada e com isso as famílias de antigos funcionários da Fepasa que ainda moram nas casas terão finalmente a posse do imóvel.

Todas as nove unidades têm fundo aberto para a área, ocupada hoje por dezenas de árvores, muitas frutíferas. Para a construção do prédio, todas serão erradicadas. Uma placa afixada no local informa que a compensação ambiental será feita através do plantio de 380 árvores nativas em local indicado pela prefeitura.

Cornachione destaca que o projeto está na fase final de aprovação. A expectativa é que a obra comece ainda neste ano. O prazo previsto para o Estação Central ficar pronto será de 36 meses.

As famílias selecionadas para o projeto foram escolhidas entre as cadastradas na prefeitura. O secretário destaca que foram priorizadas as que residem há mais tempo em Americana e que se enquadram na faixa de renda do programa.

O secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Charley Petter Cornachione, ressalta que o Estação Central será modelo para a região de como reorganizar os Centros das cidades. “Após o fechamento do comércio, o Centro de qualquer cidade vira um deserto e acaba atraindo desocupados e abrigando pontos de tráfico. O que os municípios estão buscando é mudar essa realidade, levando as famílias para morar nesses locais”.

Ele ressalta que projetos como esse já é realidade nas grandes cidades. “Em São Paulo já há projetos nessa linha, mas na região o Estação Central será o primeiro”, afirmou. Outra vantagem para os municípios, na avaliação deles, é que não precisam investir em infraestrutura básica. “Os Centros são regiões já bem equipadas e estruturadas”, diz.

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