Casos de dengue ultrapassam ano da última epidemia em Americana

Desde o início do ano foram confirmados 1.231 casos em Americana, cidade que lidera o número de ocorrências na Região do Polo Têxtil


Os casos confirmados de dengue em Americana chegam a 1.231 desde janeiro, ultrapassando 2016, ano em que foi registrada a última epidemia da doença na cidade, com 1.068 positivos. Com isso, 2019 já é o terceiro ano com maior número de casos desde a série histórica iniciada pela Vigilância Epidemiológica, em 2008.

A exceção são os anos de 2014 (9.035 casos) e 2015 (7.388 casos). Os dados constam no boletim atualizado nesta segunda-feira pela Vigilância Epidemiológica. Desde o início do ano, foram notificadas 2.476 suspeitas; dessas, 786 foram descartadas e 459 seguem em investigação.

Apesar dos dados alarmantes, os casos registrados até o momento na cidade estão longe da quantidade que havia sido confirmada nos quatro primeiros meses do ano em 2014 e 2015 – haviam sido, respectivamente, 6.766 e 5.673.

Por conta dos fatores sazonais que propiciam a reprodução do mosquito, como calor e água parada, boa parte dos casos de concentram nos primeiros meses do ano. Em 2014 e 2015, por exemplo, a quantidade de casos registrados até abril correspondeu a 75% do total do ano.

Na região, Americana lidera no número de casos de dengue. A cidade responde por 60% dos 2.042 casos registrados na RPT (Região do Polo Têxtil) esse ano. Na sequência aparece Sumaré, com 375 positivos; Santa Bárbara d’Oeste, com 248; Hortolândia, com 123 e Nova Odessa, com 65.

Dois homens morreram com febre hemorrágica este ano em Americana. Os casos são tratados como suspeitas de dengue, febre amarela, febre maculosa e leptospirose.

Chuva

Segundo o posto pluviométrico instalado no Ribeirão Quilombo, em Americana, choveu 9,4 mm na cidade entre 7 horas de domingo e 7 horas desta segunda-feira. A rápida precipitação registrada na noite de domingo na região pode ter proporcionado acúmulo de água, que por sua vez pode se transformar em criadouros do mosquito da dengue. O alerta é da Unidade de Vigilância e Zoonoses da Prefeitura de Hortolândia.

Foto: Prefeitura de Hortolândia / Divulgação
Em Hortolândia, são 123 casos confirmados desde o início do ano e agentes ajudam a vasculhar casas atrás de focos

Gerente dessa área na cidade, Ibraim Almeida explicou que após os ovos serem depositados pelo mosquito Aedes aegypti, se tornam larvas em poucos dias e começam a voar. Mesmo que o tempo fique ensolarado, este ciclo não é quebrado.

“É muito importante que após a chuva o quintal seja verificado em busca de qualquer ponto de água parada. Folhas acumuladas ou um pequeno desnível podem fazer a água parar num ponto e servir de criadouro para o Aedes”, explicou.

COMO PREVENIR

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora

Receba nossa newsletter!