Caso Stival: defesa questiona investigação da polícia

Júri de acusados da morte de comerciante em Americana acontece desde o início da manhã desta terça-feira, no Fórum


Foto: O Liberal
O comerciante Rogério Henrique da Silva (de azul) é apontado como mandante do assassinato

O Tribunal do Júri de Americana ouviu na manhã desta terça-feira (14) as primeiras testemunhas do processo sobre a morte do comerciante Marcos Stival Júnior, ocorrida há dois anos no bairro Jardim Boer.

A defesa dos dois réus questionaram, durante os depoimentos, a linha de investigação adotada pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) no caso. Os defensores cobraram de uma investigadora ouvida em plenário provas de que outros indícios foram analisados.

Um deles é a informação dada por familiares de Stival de que ele foi visto chorando por conta de um desentendimento na compra de um carro. O advogado Willian Oliveira perguntou à investigadora porque a prima da vítima, que teria ouvido dele que teria sido ameaçado, não foi ouvida pela Polícia Civil.

“A senhora seguiu a linha que mais gostou?”, perguntou o advogado. “Nenhuma outra prova ou informação corroborou outra linha de investigação”, declarou a investigadora Débora Silvestrini.

Já o advogado José Sidnei da Rocha quis saber como os policiais chegaram a seu cliente, Valdeir Ferreira da Silva. A policial afirmou que uma operação da DIG, que prendeu o outro réu do caso – Rogério Ramalho, que teve o processo desmembrado – levou os investigadores a Valdeir.

O júri continua na tarde desta terça-feira, no Fórum de Americana. O LIBERAL acompanhará o julgamento ao longo do dia.

Foto: O Liberal
Advogado José Sidnei da Rocha quis saber como os policiais chegaram a seu cliente, Valdeir Ferreira da Silva (de branco)

O CASO. Marcos Antonio Stival Junior, de 25 anos, foi assassinado em maio de 2017, no bairro Jardim Boer.

Ele foi executado a tiros depois de um assalto. Dois bandidos invadiram seu estabelecimento e pegaram o dinheiro do caixa e mercadorias. Mesmo sem reação, Marcos foi obrigado a acompanhar os assaltantes até uma construção, onde foi morto.

A Polícia Civil e o Ministério Público sustentam que o roubo foi usado para “mascarar” um homicídio, motivado por uma disputa comercial. O comerciante Rogério Henrique da Silva é apontado como mandante do assassinato.

Segundo a denúncia, ele estaria incomodado com o sucesso de Stival, que havia acabado de abrir um depósito de bebidas, mesmo ramo de atuação que o seu. A defesa do comerciante nega qualquer participação no homicídio.

Foto: Facebook / Reprodução
O comerciante Marcos Stival Junior, de 25 anos, assassinado em 2017, no Jardim Boer, em Americana

Rogério vai a julgamento ao lado de Valdeir Ferreira da Silva, que teria participado da execução do crime. Cada um responde de forma diferente no caso.

O primeiro vai responder por homicídio qualificado. Já o segundo, que chegou a admitir participação no roubo, será julgado apenas por este crime. A defesa dele sustenta que a admissão foi “forçada” pela Polícia e que ele é inocente.

O terceiro réu do caso – Rogério Rodrigues Ramalho – recorreu da sentença de pronúncia (que encaminhou o caso para júri popular) e só será julgado após a análise desse recurso.

Os três acusados estão presos desde que a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) concluiu o inquérito sobre o assassinato, em outubro de 2017.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora

Receba nossa newsletter!