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COVID-19

Casa de idosos de Americana registra terceira morte por coronavírus

Mulher tinha 83 anos, uma série de comorbidades e estava internada desde o dia 24 de maio em Campinas; cidade tem oito óbitos

Por André Rossi

02 jun 2020 às 19:46 • Última atualização 02 jun 2020 às 21:53

Casa de repouso no bairro Santa Cruz é foco de casos de coronavírus no município - Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

Uma idosa de 83 anos, moradora da casa de repouso Flor de Liz, no bairro Santa Cruz, em Americana, morreu em decorrência do novo coronavírus (Covid-19) às 17 horas desta segunda-feira (1). Ela é a terceira residente do espaço vítima da doença, que já matou oito pessoas na cidade.

A informação foi divulgada nesta terça-feira (2) pela Prefeitura de Americana, que apontou que a mulher estava internada desde o dia 24 de maio em um hospital particular de Campinas.

A paciente foi submetida a um exame PCR para coronavírus e tinha asma, diabetes, hipertensão, cardiopatia, pneumopatia, sequelas de AVC (Acidente Vascular Cerebral) e doença de Parkinson.

Com isso, sobe para 10 os casos de Covid-19 entre os moradores do abrigo, incluindo os três óbitos. Além deles, dois funcionários também testaram positivo para o vírus.

Existem ainda três casos suspeitos no espaço: duas idosas de 88 anos e uma de 74 anos, que estão em isolamento domiciliar. 

O boletim atualizado da prefeitura traz ainda oito novos casos positivos da doença. Um menino de três anos, do bairro Santa Cruz, realizou teste rápido em laboratório particular e está em isolamento domiciliar.

Os outros sete casos foram confirmados após realização de exame PCR, sendo que uma mulher de 64 anos, do bairro Jaguari, já está curada.

Os demais resultados positivos são de mulheres de 18, 22, 47, 25, 37 e 42 anos, que estão em isolamento domiciliar e são dos seguintes bairros: Jardim São Paulo, Jardim Ipiranga, Jardim das Flores e Parque Universitário.

Com isso, a cidade chega a 125 casos positivos, com oito óbitos, três internados, 20 em isolamento domiciliar e 94 curados. Há ainda 35 casos suspeitos, dos quais 13 estão internados em hospitais e 22 em isolamento domiciliar.

Outros casos

No dia 23 de maio, a casa de repouso Flor de Liz registrou a morte de duas idosas vítimas da Covid-19.

A primeira vítima fatal no abrigo foi uma residente de 69 anos que estava internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital particular desde o dia 14 de maio e faleceu às 2h25 do dia 23.

A mulher fazia tratamento de câncer e era hipertensa. O resultado positivo para Covid-19 saiu no dia 18 de maio.

Já a segunda vítima, uma mulher de 71 anos, também estava internada numa UTI particular e morreu às 18h20 do mesmo dia. Ela apresentava quadro de demência e arritmia.

Integrante do comitê de crise criado pelo município, o médico infectologista Arnaldo Gouveia visitou a clínica no dia 24 de maio e constatou que todas as medidas de precaução estão sendo tomadas. Como as visitas estavam suspensas desde o início de abril, a principal suspeita é de que o vírus tenha entrado no local através de um funcionário assintomático.

“Muito provavelmente, um dos funcionários que trabalha lá estava [contaminado], não sabia e começou [a proliferação]”, disse Gouveia. “Alguns funcionários testados vieram com anticorpos presentes, mostrando que já tinham sido expostos antes à infecção”, explicou.

Podcast Além da Capa
O novo coronavírus representa um desafio para a estrutura de saúde de Americana, assim como outros municípios da RPT (Região do Polo Têxtil), mas não é o primeiro a ser encarado. H1N1, dengue, malária, febre maculosa. Outras doenças também modificaram rotinas, exigiram cuidados além do trivial – ainda que não tenha havido quarentena, como agora – e servem de experiência para traçar paralelos com o atual cenário. Nesse episódio, o editor Bruno Moreira conversa com a repórter Marina Zanaki, que assina uma série de reportagens sobre outras epidemias em Americana.