Caridade move trabalho da Instituição Olguinha

São cerca de 500 atendimentos gratuitos, muitos com doença em estágio terminal, por semana, com sessões de terapias alternativas


Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Atendimento é às segundas, terças e quintas

Caridade. A palavra define o trabalho da Instituição Fraternal Terapêutica Olguinha, em Americana. O local presta atendimento gratuito a 500 pacientes – muitos com doença em estágio terminal – que semanalmente passam pela entidade para serem submetidos a sessões de terapias alternativas.

Uma equipe com 70 terapeutas voluntários se divide no atendimento a quem precisa, aliviando males do corpo e da alma através do reiki, cromoterapia, fluidoterapia, homeopatia, acupuntura e massoterapia.

O médico José Getúlio Thuler coordena a instituição. Segundo ele, a Olguinha foi criada para dar assistência a doentes com câncer, vítimas de AVC, dores crônicas e outros problemas físicos. Ela também atende pacientes com doenças como depressão, ansiedade, pânico e comportamentos suicidas.

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Os médicos José Getúlio, coordenador, e Fabio Thuler

Todas as pessoas que procuram pela casa em busca de alívio para os problemas recebem atendimento espiritual e a prescrição da terapia mais indicada.

O atendimento aos pacientes é semanal. O espaço abre para recebê-los às segundas, terças e quintas-feiras. As terapias acontecem das 18h às 21h. Nesses três dias, o espaço oferece também o evangelho, a partir das 19h30, e o passe mediúnico.

Para fazer as terapias é preciso ligar antes, dar o nome e esperar ser chamado. Atualmente, apesar da equipe de 70 terapeutas voluntários, há uma fila de espera com 100 nomes.

A demanda por atendimento no local cresceu rápido. A instituição foi fundada há apenas dois anos e meio e para dar conta de todos que a procuram vem ampliando o espaço atual. Nos planos da entidade também está se tornar o primeiro hospital para cuidados paliativos a pacientes terminais da região.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Atendimento na Olguinha acontece das 18h às 21h, três vezes por semana

O médico e cirurgião Fabio Thuler, que também integra a instituição, chama atenção para a importância da espiritualidade na vida das pessoas e cita decisão recente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, estabelecendo como diretriz aos médicos abordar o tema junto aos seus pacientes. “A espiritualidade, a fé e a comunhão trazem força e um equilíbrio muito grande para as pessoas”.

O Olguinha depende de doações para continuar prestando seu trabalho e atingir suas metas de expansão.

Além de contar com as doações, a instituição organiza eventos beneficentes para angariar fundos. Na sua sede funciona um bazar com roupas e calçados, que também ajuda a reforçar o caixa da entidade.

Os pacientes e voluntários do local também ajudam a formar uma corrente de solidariedade em prol do Seara (Sanatório Espírita de Americana), que funciona ao lado. Além das campanhas para arrecadar recursos para a Olguinha, eles se envolvem ainda nas iniciativas que visam colaborar com o hospital.

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O LIBERAL é um ponto de arrecadação de tampinhas plásticas para a Olguinha

O LIBERAL é um ponto de arrecadação de tampinhas plásticas para a Olguinha. A partir desta segunda-feira, os leitores poderão fazer sua doação diretamente na sede do jornal, na Rua Tamoio, 875, Vila Santa Catarina. O balcão fica aberto de segunda a sexta, das 9h às 17h30.

Voluntariado

A Instituição Fraternal Terapêutica Olguinha funciona num prédio anexo ao Seara (Sanatório Espírita de Americana), no Jardim Brasil. Ao passar pelo portão, o barulho da fonte d’água e as flores do pequeno jardim indicam que a paz está por ali.

Quem chega, quase sempre recebeu indicação de alguém e não é raro após ter alta do tratamento continuar na casa como voluntário. “É uma satisfação pessoal poder estar aqui contribuindo de alguma forma”, resume Carla Regina Moro Paro.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Caridade move trabalho da Instituição Olguinha

Ela foi apresentada à entidade pelo marido e desde maio frequenta o espaço. “Ele chegava em casa e comentava como se sentia bem e gostava de vir aqui. Aí, senti necessidade de vir também”. Ela ainda está em tratamento, mas admite que a forma como encarava a vida já não é mais a mesma de antes.

“Aprendi a dar valor a coisas que não valorizava e a entender que os problemas nos ajudam a crescer e a evoluir. Quando chego aqui é uma paz tão grande que não quero ir embora. Hoje sou bem mais feliz”, diz Carla.

A Olguinha também fez diferença na vida da consultora de vendas Amanda Camargo. Ela chegou à instituição há um ano e meio com alto grau de ansiedade, já quase desenvolvendo a síndrome do pânico.
Foram quatro meses de tratamento até a alta. Mas ela também não foi embora. Hoje integra o grupo de 70 terapeutas que atua no local.

“Além da instituição ter feito um bem enorme na minha vida, ainda descobri o voluntariado. Nenhuma entidade me tocou como essa”, comenta Amanda.

A confeiteira Mônica Camila Camargo tem história parecida. Conheceu a instituição pela mãe e pelo cunhado, que também fizeram tratamento no local. Ela sofria de ansiedade e o seu contato com outros pacientes a incentivou a querer colaborar. “É uma oportunidade de doar a alguém tudo o que recebi durante o tratamento”.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Na sede funciona um bazar com roupas e calçados

Contato

– Instituição Fraternal Terapêutica Olguinha
Praça Allan Kardec, 100 A – Jardim Brasil
(ao lado do Hospital Seara)
Telefone (19) 99998-8993
www.instituicaoolguinha.com.br

Como ajudar

– Doando leite, lençóis para maca no tamanho 50×50, material de construção para a obra de ampliação do espaço e alimentos

– Com contribuições através de depósito na conta: 13.7849-0, agência 5004, banco 756, Sicoob

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