Candidatura própria ou apoio a Maria Giovana dividem PT

Cenário foi descrito pelo presidente do partido durante lançamento da pré-candidatura da pedestista na última quarta-feira


Acostumado a ser protagonista em eleições municipais, o PT de Americana está dividido entre ter candidato próprio a prefeito ou apoiar a candidatura da vereadora Maria Giovana (PDT) para o pleito deste ano. O cenário foi descrito ao LIBERAL pelo presidente da legenda na cidade, Francisco Silva, o Chiquinho, durante lançamento da pré-candidatura da pedestista na última quarta-feira (11).

“Tem uma corrente que está defendendo aliança com a Giovana, outra defende candidatura própria. Algumas pessoas querem conversar com alguns outros partidos, mas a decisão maior é do diretório. O diretório que vai decidir. O partido está discutindo”, explicou Chiquinho.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Vereadora Maria Giovana Fortunato se filiou ao PDT nesta semana

Maria Giovana disse ao LIBERAL que ainda não houve nenhuma conversa com o PT. “Nós respeitamos muito a história e atuação de todos os partidos na cidade. Nosso movimento vai se dar pensando na maior amplitude possível”, comentou.

Receba as notícias do LIBERAL pelo WhatsApp. Envie uma mensagem para ser adicionado na lista de transmissão!

A última vez que o Partido dos Trabalhadores teve candidato a prefeito foi em 2012, com o ex-deputado estadual Antonio Mentor. Após a cassação da chapa de Diego de Nadai (sem partido), a legenda não apoiou formalmente nenhum dos três candidatos na eleição suplementar de 2014.

Depois, em 2016, o PT se coligou justamente com o PDT, que tinha Erich Hetzel (agora no Podemos) como prefeito e Silney Beraldo de vice-prefeito. A ideia de abrir mão novamente da candidatura majoritária neste ano não agrada todas as lideranças do partido.

É o caso do próprio Mentor, que hoje está na direção estadual do PT. Ele descarta totalmente a possibilidade de ser candidato, mas defende que o partido lance um nome para disputar o cargo máximo do Executivo.

“Estou me dedicando ao acompanhamento das decisões da executiva estadual e assumindo esses compromissos. Não serei candidato em hipótese alguma. Vou me reservar a dar opiniões no âmbito do partido. Vou conversar com os companheiros. Nós temos opinião que o partido deve lançar candidato nas cidades com mais de 100 mil eleitores. Essa é a diretriz do PT”, explicou Mentor.

Questionado se cogita concorrer como prefeito, Padre Sergio disse apenas que seu nome está “disponível para o partido”.

Além da Capa, o podcast do LIBERAL

A edição desta semana do podcast “Além da Capa” aborda a substituição da mão de obra de pessoas mais velhas por outras mais novas na RPT (Região do Polo Têxtil), em 2019. Ouça:

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora