Campanha acaba com histórias de superação

Trabalho junto às mulheres diagnosticadas segue, oferecendo apoio e todo o suporte necessário para que elas passem pelo tratamento


“Quando descobri o câncer, eu falei: vou encarar. E eu venci”, disse a dona de casa Marizete dos Santos Castelo Novo, de 50 anos. Moradora do Parque Gramado, em Americana, ela recebeu o diagnóstico de câncer de mama após fazer a mamografia em outubro do ano passado na carreta disponibilizada pelo Hospital do Amor para a campanha Rosa do Bem. Marizete foi contatada em janeiro após alterações terem sido encontradas em seu exame. Ela passou por biópsia e outros exames até ser diagnosticada.

Marizete fez a cirurgia em abril e 19 sessões de radioterapia em setembro. “Graças a Deus passamos por isso. Fiz 50 anos em julho, mas tinha acabado de fazer a cirurgia, não quis comemorar. Mas agora no dia 3 de novembro vou reunir amigos e a família para celebrar meu aniversário e a vida”, contou.

A Campanha Rosa do Bem de 2018 encerrou-se oficialmente com a entrega de certificados a empresas parceiras, incluindo o Grupo O Liberal. Contudo, o trabalho junto às mulheres diagnosticadas segue em todos os dias do ano, oferecendo apoio e todo o suporte necessário para que elas passem pelo tratamento.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Rosilda Aparecida de Brito Demeter, de 45 anos, moradora do bairro São Domingos, está na segunda fase da quimioterapia

A motorista Rosilda Aparecida de Brito Demeter, de 45 anos, moradora do bairro São Domingos, está na segunda fase da quimioterapia. Ela faz anualmente o exame de mama, e teve um nódulo identificado na última mamografia, em outubro do ano passado. “Confesso pra você que quando recebi o diagnóstico o chão caiu. A gente não consegue nem escutar o que a pessoa está te falando”, desabafou.

Por conta do tratamento, ela perdeu os cabelos. Isso representou um novo desafio à autoestima. Contudo, cuidar-se tem resgatado o amor-próprio de Rosilda, que não mede esforços para se sentir bem consigo mesma – seja passando maquiagem, usando lenços, roupas combinando e até usando brincos.

A dona de casa Idalina Setin Roberto, de 64 anos, também passou por cirurgia para retirada do tumor. Ela disse que quando recebeu o diagnóstico conseguiu se manter otimista, e agradeceu o suporte oferecido pela Rosa do Bem, que possibilitou que fosse até Barretos, ficasse hospedada durante a radioterapia e prosseguisse no tratamento até o fim.

“Estou levando minha vida como sempre levei. Quero deixar o recado de que no final dá tudo certo, não entre em desespero, e faça o tratamento”, disse Idalina, que mora na Cidade Jardim.

DIAGNÓSTICO. A oncologista Gabrielle Scatottolin, da Aliança Instituto de Oncologia, explicou que é importante realizar anualmente a mamografia a partir dos 40 anos para identificar possíveis nódulos precocemente. Ela explicou que o exame do toque é importante para notar alterações no seio, mas a mamografia é fundamental.

“Quanto mais cedo é diagnosticado, mais chances de não ter evoluído para a metástase, que é quando se espalha para outros órgãos”, disse a especialista.

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