Aprovados em Americana, cemitérios particulares poderão cremar pets

Emenda prevê que espaço ainda possa implantar crematórios para corpos humanos e de animais, além de utilização de jazigos para pets


Os vereadores da Câmara de Americana aprovaram na sessão desta quinta-feira (12), em primeira discussão, um projeto de lei do prefeito Omar Najar (MDB) que autoriza a implantação de cemitérios particulares na cidade. Uma emenda do vereador e líder de governo Pedro Peol (PV) acrescenta ao texto autorização para implantação de crematórios para corpos humanos e de animais, além de utilização de jazigos para pets de pequeno porte.

O texto deve ser votado em segunda discussão na sessão da próxima quinta (19). Se aprovado, segue para sanção do prefeito. A intenção da prefeitura é criar alternativas para os dois cemitérios municipais. Isso porque o da Saudade conta com 10 mil sepulturas e não é possível expandi-lo. Já o do Parque Gramado também tem capacidade limitada, segundo a administração.

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Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Projeto é do Executivo, mas emendas sobre pets foram incluídas pelo vereador Pedro Peol

O projeto determina que a concessão de exploração dos cemitérios particulares deve ser precedida de licitação. As empresas devem ser donas do terreno onde a necrópole será instalada. Também é necessário apresentar estudos e projetos para comprovar a capacidade técnica.

De acordo com Peol, a autorização para crematórios visa atender uma demanda regional. “Foram visitas que fizemos em outras cidades. Vimos que não tem na nossa região. Aí eu acresci (no projeto) o crematório humano, crematório pet e o cemitério que possa enterrar pet”, explicou.

Tanto o crematório humano quanto o de animais poderão receber corpos de outras cidades. Entretanto, o uso de jazigos e lotes do cemitério só é permitido para residentes de Americana. A medida foi elogiada pelo vereador Welington Rezende (Patriota).

“Em Campinas, que é próximo, o americanense não pode ser cremado por causa de uma lei da municipalidade. Acaba que temos que transferir para São Paulo. É importante deixar claro. Podemos receber pessoas para cremar, mas não para enterrar”, disse Welington.

Conforme apurado pelo LIBERAL, uma empresa protocolou na prefeitura em novembro do ano passado documento em que manifestava interesse em construir cemitério vertical no município. A incorporadora dizia já ter localizado área para abrigar o empreendimento, mas não revelou a localização para a reportagem.

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