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Americana

Calçadão fica lotado no primeiro sábado pós reabertura

Comerciantes ouvidos pelo LIBERAL atribuem o grande fluxo de pessoas a semana de pagamento

Por Leonardo Oliveira

06 jun 2020 às 14:57 • Última atualização 07 jun 2020 às 11:30

O primeiro sábado da semana em que os comércios não essenciais foram reabertos em Americana poderia muito bem ser confundido com os outros sábados do período anterior a pandemia, se não fosse a presença de pessoas usando máscaras e algumas medidas sanitárias adotadas pelos lojistas.

Calçadão lotado no primeiro sábado após a reabertura – Foto: Marcelo Rocha/O Liberal

A avaliação é dos comerciantes que possuem estabelecimentos na região central de cidade. “Tem muita gente mesmo, o comércio está bem agitado. Eu acho que tá igual antes de fechar a loja [durante a quarentena]”, disse a gerente de uma loja de calçados, Neuza Oliveira.

Para a gerente de uma loja de roupas, Daniele Ferraz, a semana de pagamento também ajudou a inflar o número de frequentadores no Calçadão de Americana. Foi possível notar a presença de muitos casais e famílias com até sete integrantes passeando pelo local.

“O movimento tá bem tenso, só que nós temos que ter prudência na aglomeração para que nós possamos prosseguir com o comércio aberto atendendo a demanda. Temos que estar conscientes de que não é uma simples gripe”, relatou Daniele.

A reportagem flagrou que o motivo de muitas das filas formadas para entrar nas lojas eram de pessoas que somente queriam pagar alguma conta. “Eu to achando um absurdo. Muita gente andando. Eu vim só pagar uma conta e já to indo rapidinho embora. O povo não tá tendo consciência da situação”, opinou a balconista Maria de Oliveira, de 46 anos.

Outros comerciantes relataram ao LIBERAL que o movimento registrado não necessariamente se refletiu nas vendas. “Não entrou cliente aqui na loja. Eu vi bastante movimento do pessoal que vem pagar carnê e essas lojas que estão vendendo utilidades domésticas. Ontem foi pagamento, então o pessoal acho que saiu para dar uma volta e ver como tá”, disse a gerente de um comércio de roupas, Cristiane Miliorini.

É o caso do encanador Zé Roberto de Souza, de 40 anos, que tinha que ir ao dentista e passou para checar como estava o Calçadão. “Tá bem movimentado, mas tá tranquilo, todo mundo usando máscara. Eu vim olhar como estava o movimento, tava com saudade” confessou.

Lojistas ainda se preocupam com o cumprimento daquilo que a prefeitura exige no decreto municipal que regulamentou a reabertura. Eram poucos os que controlavam o número de clientes dentro dos estabelecimentos. “Por conta de um, pode ser que lá na frente a gente pode até fechar o comércio”, disse Daniele Ferraz.

Podcast Além da Capa
A relação de Americana com Santo Antonio, o padroeiro da cidade, completa 120 anos em 2020, mas a festividade em torno da data foi forçada a ser revista por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Desde o início da quarentena, em março, as missas realizadas na Basílica Santuário Santo Antonio de Pádua não contam com a presença de fieis dentro da igreja, por conta do isolamento social, mas o contato é mantido por transmissões pelo Facebook. Nesse episódio, o editor Bruno Moreira conversa com o administrador paroquial da basílica, o padre Valdinei Antonio da Silva. A necessidade do cancelamento de outros eventos da comunidade católica, como as festas de São João de Carioba e do Senhor Bom Jesus, também é abordada com os padres Marcos Ramalho e Marcelo Fagundes.