Bispo que investiga denúncias fala em ‘cortar na própria carne’

Dom João Inácio Müller apura supostos abusos sexuais cometidos por Padre Leandro e extorsão por parte do bispo de Limeira


Designado pelo Vaticano para investigar supostos abusos sexuais e extorsão por parte de sacerdotes, o bispo de Lorena, dom João Inácio Müller, defendeu nesta quinta-feira que é preciso cortar na própria carne. A declaração, que faz referência a um trecho da Bíblia, foi publicada em seu perfil no Facebook, rede social na qual o religioso costuma pregar. O bispo não fez relação explícita do texto publicado ontem com o escândalo na Igreja.

Dom João ficou em Limeira até semana passada para apurar supostos abusos sexuais atribuídos ao padre Pedro Leandro Ricardo, de Americana, e supostos casos de extorsão e acobertamento do bispo de Limeira, dom Vilson Dias de Oliveira.

Fazendo referência ao livro de Marcos (que integra o Novo Testamento), o bispo de Lorena publicou um texto no Facebook intitulado “Paz e bênção. Delicada escolha: Deus ou o dinheiro.”

“O escândalo fere o irmão e prejudica a credibilidade do Evangelho. Muitas vezes, é preciso cortar em nossa própria carne para não estragar a vida do irmão e não tirar a força do Evangelho – Mc 9,41-50.”, escreveu o bispo. “Somos discípulos de Cristo, por isso, sempre que não servimos, escandalizamos.”

Em janeiro, a pedido do Ministério Público, a polícia abriu inquéritos em três cidades (Americana, Araras e Limeira) para apurar os casos. Todos estão sob segredo de Justiça. A origem de tudo é um dossiê anônimo enviado à deputada estadual Leci Brandão (PCdoB), que repassou o documento à Promotoria. Leandro e Vilson negam os crimes.

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