Bingo alega falha elétrica e fecha um dia após abrir

Espaço teve as atividades paralisadas no dia 5 de julho após fiscalização do Executivo, mas funcionou na quinta


Foto: Marcelo Rocha - O Liberal.JPG
Recado na porta do bingo nesta sexta

Um dia depois de abrir as portas sem estar com sua situação cadastral regularizada na Prefeitura de Americana, o bingo Espaço 12 não funcionou nesta sexta-feira. Um cartaz fixado na porta do estabelecimento, localizado na Rua 12 de Novembro, no Centro, dizia que a unidade não abriria por “problemas elétricos e operacionais”.

O bingo teve as atividades paralisadas no dia 5 de julho após fiscalização do Executivo. A proprietária apresentou informalmente na prefeitura uma série de documentos que, segundo ela, comprovariam a legalidade. Entretanto, o material precisa ser protocolado de forma oficial para ser analisado, o que ainda não ocorreu.

O fiscal da Secretaria de Planejamento esteve no Espaço 12 ontem, às 16 horas, e encontrou o bingo fechado. O setor de fiscalização reforça que “manterá o local sob monitoramento”. Na quinta-feira, porém, dia em que a unidade funcionou, não houve vistoria.

Uma funcionária apontada como “gerente geral” do Espaço 12 havia pedido que o LIBERAL fosse até o local nesta sexta para uma entrevista. Como o estabelecimento não abriu, a reportagem questionou por mensagem no WhatsApp o motivo do fechamento e se a unidade funcionaria neste sábado, mas não houve resposta.

Uma liminar do Rio Grande do Sul que supostamente liberaria a atividade seria o principal argumento da proprietária para justificar o funcionamento da casa, mas o material não foi fornecido para a reportagem. O local tem AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) para operar como um comércio de “buffet e eventos”.

“Para funcionar como bingo, é necessário ter alvará de funcionamento específico para bingo. Para ser autorizado o funcionamento como bingo, o local deverá ter vínculo com alguma entidade beneficente ou agremiação esportiva, sem fins lucrativos”, esclareceu a prefeitura.

FUNCIONAMENTO. O LIBERAL esteve no local durante a tarde do dia 7 de julho, quando cerca de 70 pessoas participavam da jogatina.

“Nós pedimos doações em troca de cartela para a pessoa poder jogar. Elas dão os alimentos, as roupas e a gente dá a cartelinha para ela concorrer ao prêmio”, explicou uma funcionária, que não soube dizer para quais entidades seriam encaminhadas as doações.

Apesar disso, as cartelas podem ser compradas e variam de R$ 1 a R$ 2. Além dos prêmios em dinheiro, definidos com base no quanto for arrecadado por rodada, também existem outros tipos de prendas, como liquidificadores e sanduicheiras.

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