Basílica conclui pintura interna e anuncia quarta fase da reforma

Neste domingo, na missa que acontece às 10 horas, os fiéis que contribuíram com a reforma serão homenageados


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O reitor da Basílica Santuário de Santo Antônio de Pádua de Americana, padre Leandro Ricardo anunciou nesta sexta-feira a conclusão das obras da terceira fase da reforma da igreja e adiantou que terá início em fevereiro a arrecadação de verbas visando a quarta etapa, quando será reformada a área externa do templo e o salão paroquial. Neste domingo, na missa das 10 horas, os fiéis que contribuíram com a reforma serão homenageados.

De acordo com o padre, as obras da terceira fase, que consistem na pintura e restauração da nave central e do átrio interno da igreja, custaram aproximadamente R$ 300 mil. As duas primeiras fases tiveram investimento de R$ 230 mil.

O reitor explicou que toda a verba para a terceira fase veio de doações dos paroquianos. “Fica muito presente a atuação viva da nossa comunidade, que foi a única responsável por angariar recursos para toda essa obra. Principalmente as pessoas mais simples foram capazes, em um ano tão difícil, de crise econômica, de contribuir”, afirmou o padre Leandro. A contribuição é espontânea, segundo ele, e do total de R$ 300 mil a Basílica ainda precisa arrecadar R$ 139 mil para quitar parcelas futuras de fornecedores.

Foto: Dener Chimeli / O Liberal
Padre Leandro, bispo dom Vilson e Juliana falaram da restauração da Basílica, que até agora teve custo aproximado de R$ 530 mil

De acordo com a arquiteta responsável pela restauração, Juliana Binotti, o restauro aproximou a igreja da obra original. “A gente conseguiu trazer uma harmonia de novo para o conjunto da obra. A gente traz de novo essa vivacidade das cores porque elas sofreram desgaste do tempo. As pinturas tiveram problemas de luz, de infiltração, então foi um trabalho bem exaustivo para conseguir chegar nessas cores de novo”, relatou.

Padre Leandro explicou que o objetivo da reforma não é causar um efeito de ostentação, mas sim dar à igreja um ar acolhedor e voltado para a oração.

“A obra voltou a dignificar nossa comunidade. Devolveu a ela o principal aspecto de uma igreja que é um local de oração, de silêncio e preparado para as celebrações. Essa dignidade não salta aos olhos só numa ostentação de algo que fique assim só esteticamente belo, mas que as pessoas posam admirar os afrescos, as pinturas. Com isso os paroquianos podem contemplar ainda o mistério de Cristo”, disse o reitor.

Dificuldades

O bispo diocesano dom Vilson Dias de Oliveira parabenizou a comunidade pela obra, mesmo diante de dificuldades. “Encontramos dificuldades, um grupo não queria e estava discordando das cores. Tivemos também de enfrentar a questão jurídica, mas Deus foi mais forte e conseguimos. A gente poderia ter entregue bem antes se não fosse esse grupo atrapalhando de certa forma”, disse o religioso.

A reforma da parte externa, que envolve pintura de toda a igreja e restauro das estátuas, deve custar R$ 400 mil, segundo o reitor. A intenção é atrair empresários para doarem recursos que possam pagar a obra. Ainda não há um valor estimado para os serviços no salão.

Foto: Dener Chimeli / O Liberal
Arquiteta responsável pela terceira fase da restauração relatou que o trabalho fez com que os funcionários criassem laços com a igreja e o restauro

Arquiteta diz que pintores são artistas

A arquiteta responsável pela terceira fase da restauração, Juliana Binotti, relatou que o trabalho desenvolvido na Basílica de Santo Antônio de Pádua, de Americana, fez com que os funcionários criassem laços com a igreja e o restauro.

Ela disse que o trabalho complexo a preocupava, mas que o resultado foi positivo e os pintores viraram artistas. Um dos itens mais detalhados, segundo ela, eram os capiteis das colunas, que haviam sido pintados de dourado, mas originalmente eram esverdeados.

“Era uma preocupação muito grande que a gente tinha porque não sabíamos se os pintores conseguiriam chegar nessa cor original. Até me surpreendeu porque a gente está trabalhando com pintores simples, normais, que poderiam estar pintando as nossas casas e eles conseguiram chegar em um trabalho que até parabenizei, porque eles foram artistas”, disse a arquiteta.

Juliana relatou que estão trabalhando na obra da igreja pintores da cidade e que não foi necessário contratar especialistas do Rio de Janeiro ou São Paulo, por exemplo.

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