Base de Omar domina CEI do DAE e oposição faz críticas

Oposição tinha esperança de conseguir emplacar a maior parte dos membros; autor do pedido, Rafael Macris irá presidir a CEI


Foto: Marcelo Rocha - O Liberal.JPG
Nomeação de membros da CEI gerou críticas por parte da oposição

O presidente da Câmara de Americana, Luiz da Rodaben (PP), garantiu a maioria dos votos da CEI (Comissão Especial de Inquérito) do DAE para a base governista. A oposição tinha esperança de conseguir emplacar a maior parte dos membros, o que em sua visão seria possível se fosse mantida a tradição de que os líderes de bancadas indicassem os integrantes. A maioria é fundamental para eleger o relator da comissão, que é quem redige a conclusão da investigação.

Mas o presidente Luiz da Rodaben (PP), integrante da base e eleito para dirigir a câmara com apoio do prefeito Omar Najar (MDB), resolveu fazer as indicações por conta própria. Apesar de ser uma tradição, o regimento não exige que o presidente receba indicações de bancadas.

Dos 11 membros da CEI, só quatro são da oposição declarada – e eles obrigatoriamente tinham de estar na CEI. São eles Rafael Macris, do PSDB, que apresentou o pedido e tem de ser o presidente; Odir Demarchi (PR), Gualter Amado (PRB) e Padre Sérgio (PT), porque são os únicos representantes de seus partidos na Casa.

“Asfixiou a investigação”, afirmou a oposicionista Maria Giovana Fortunato (PC do B), que assinou o requerimento de pedido da CEI, mas ficou de fora. Do PC do B, que tem dois membros e direito a uma vaga na CEI, Rodaben indicou Léo da Padaria, da base governista. O presidente argumentou que Léo pediu para ser indicado e que é de uma região com muitas queixas de falta d’água, a Praia Azul.

No caso do PDT, Rodaben escolheu Renato Martins, recém-empossado após a morte de Judith Batista, em vez de Vagner Malheiros, que integra a oposição e assinou o requerimento da CEI. Rodaben e Martins dizem que o próprio Malheiros concordou que o novo vereador fosse o representante do partido na câmara. “Ele apoiou meu nome pela minha experiência jurídica.”

Malheiros nega, diz que foi excluído e que deveria estar na CEI, já que assinou o requerimento. “Ele escolheu segundo o critério deles. Segundo a vontade dele. Em relação ao Renato martins, não é verdade, eu expus que se houvesse a possibilidade jurídica, regimental, eu gostaria e tinha forte intenção de participar da CEI sim.”

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