Barragem do Salto Grande deve ser vistoriada por membros de CPI

Em visita ao LIBERAL, o vice-presidente da comissão, Dirceu Dalben, detalhou os requerimentos apresentados durante reunião deste terça-feira


A barragem do Salto Grande, em Americana, deve passar por nova vistoria nos próximos meses. Pelo menos essa é a expectativa do Deputado Estadual Dirceu Dalben (PL), vice-presidente da CPI instaurada na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) para investigar a situação da estrutura.

Quatro requerimentos apresentados por Dalben durante reunião da comissão nesta terça-feira (11) foram aprovados. Em um deles, o deputado solicita que a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), órgão responsável por análises relacionadas ao meio ambiente, indique um técnico para acompanhar membros da CPI em uma visita ao local.

Foto: Marcelo Rocha/O Liberal
Deputado Dirceu Dalben visitou a sede do Grupo Liberal de Comunicação nesta quarta-feira

DAE (Departamento de Água e Esgoto) de Americana, Ministério Público e CPFL Renováveis (responsável pela barragem) também foram convocados a fornecerem documentos relacionados ao espaço.

Um outro requerimento ainda solicita a presença de prefeitos da região e membros da Ares-PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) para prestação de informações.

Eles têm 15 dias para entregar os itens pedidos pela comissão, mas o prazo pode ser ampliado, caso os deputados julguem necessário. A CPI foi instaurada no início do mês, com 60 dias para a conclusão dos trabalhos, prorrogáveis por mais 60, sendo que a visita in loco ocorre dentro desse prazo.

“O objetivo é, através dessas informações, tomarmos conhecimento de tudo que há [na parte] documental, desde a concessão, contratos, o plano de emergência em caso de rompimento”, disse Dalben em vista à sede do LIBERAL, na manhã desta quarta-feira (12).

O deputado defende que, após a conclusão da CPI, haja uma cobrança pela revitalização da área. “Nos tempos passados a represa foi uma área de lazer, entretenimento, e hoje está abandonada. Aquilo é um patrimônio, um bem público, do ponto de vista ecológico, de abastecimento e até mesmo de ecoturismo”, concluiu.

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