03 de agosto de 2021 Atualizado 23:39

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

Junho vermelho

Banco de Sangue de Americana registrou 3,5 mil doadores em 2020

Em 2021, o órgão já fez diversos apelos por conta da queda nos estoques e alta demanda

Por Marina Zanaki

13 jun 2021 às 08:55

A solidariedade corre nas veias de Fernanda Fornaziero Couto, de 42 anos, desde que ela nasceu. A psicóloga de Santa Bárbara d’Oeste foi diagnosticada com incompatibilidade de Rh quando era uma bebê, e precisou de transfusão de sangue para sobreviver. A doença ocorre quando a gestante tem tipo sanguíneo negativo e o feto, positivo, podendo provocar grave anemia na criança.

Receba as notícias do LIBERAL no WhatsApp

Na época, a família precisou fazer uma campanha para conseguir o procedimento. A empresa onde o pai dela trabalhava, as Indústrias Romi, se envolveu na causa, e vários funcionários doaram.

A ajuda que recebeu de desconhecidos quando ainda era bebê marcou profundamente Fernanda, e aos 18 anos ela começou a doar, prática que mantém até hoje.

Depois de precisar do sangue alheio, Fernanda se tornou doadora – Foto: Arquivo Pessoal

“Se estou viva, foi porque me doaram sangue quando nasci. Não era uma prática comum há algum tempo, então foi bem difícil conseguir. Quando faço a doação, fico muito feliz de poder retribuir o que já fizeram por mim”, disse a psicóloga ao LIBERAL.

Além dela, o esposo, os pais e o irmão são doadores de sangue. Fernanda participa de diversos grupos, sempre atenta aos alertas dos hemocentros da região. “Procuro me policiar no período que estou apta para doar”, contou.

Mulheres podem doar a cada quatro meses, mas é preciso atender a alguns critérios, como não ter realizado cirurgia recentemente. Para homens, o prazo entre as doações deve ser de três meses.

Fernanda pretende continuar doando até quando for possível. “Sou uma pessoa extremamente apaixonada pela vida e saber que posso contribuir para a vida de outras pessoas como já fizeram por mim, me alimenta”, definiu a psicóloga.

DOADORES. Neste mês, ocorre a campanha do Junho Vermelho, buscando incentivar o ato. O Banco de Sangue do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, de Americana, teve 3.543 doadores em 2020, dos quais 1.366 são considerados doadores de repetição, pois doaram mais de uma vez no ano.

Em 2021, o órgão já fez diversos apelos por conta da queda nos estoques. Enfermeira do Banco de Sangue, Josniele Cristina Bidoia disse que isso ocorreu porque houve aumento nas transfusões.

De janeiro a maio, o banco registrou 1.132 procedimentos, cerca de 40% a mais que no mesmo período de 2020. Ela esclareceu que o aumento está ligado a demandas gerais, e não tem relação com a pandemia.

“Não teve queda nos doadores, mas vem aumentando as transfusões, e consequentemente, precisamos de mais doações. Fazemos recrutamento por ligações, e-mail, WhatsApp, com grupos que já temos contato. Muita gente questiona sobre campanhas nos finais de semana, mas muitas vezes procuramos quem já faz a doação porque tem mais certeza de dar grande quantidade de pessoas e menos inaptidões para coleta”, explicou a enfermeira.

O LIBERAL no seu e-mail: se inscreva na nossa newsletter

Ela destacou que o Banco de Sangue está sempre em busca de captar novos doadores. No momento, os estoques do tipo sanguíneo O, tanto negativo quanto positivo, estão baixos e precisando de doação.

O Banco de Sangue está localizado na Avenida da Saúde, 415, no Jardim Nossa Senhora de Fátima. As doações devem ser agendadas pelo app Sangue Amigo ou pelo telefone 3468-1739.

Publicidade