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Americana

Aviões apreendidos pela Dise de Americana serão incorporados à frota da Polícia Civil

Aeronaves serão usadas em operações policiais e em outras ações

Por Heitor Carvalho

17 abr 2021 às 08:54

Dois aviões que foram apreendidos pela Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Americana, em outubro de 2019, foram incorporados à frota da Polícia Civil do Estado de São Paulo na terça-feira.

De acordo com informações da SSP (Secretaria de Segurança Pública), a incorporação dos dois aviões, um cargueiro com capacidade de transportar até 1,5 tonelada e outro de passageiros, com capacidade para quatro viajantes e dois tripulantes, foi feita por ordem da Justiça.

Um dos aviões apreendidos pela Dise – Foto: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil já providenciou a publicação para realização do pregão de contratação da oficina para a manutenção das aeronaves, que devem estar em pleno funcionamento no período de 90 dias.

As aeronaves ficarão no hangar do Serviço Aerotático, do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas), no Campo de Marte, na capital paulista.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil paulista, Ruy Ferraz Fontes, as aeronaves serão utilizadas em operações policiais, mas também poderão ainda ser disponibilizadas para outras atividades, como o transporte de medicamentos e insumos.

As duas aeronaves estão entre os sete aviões e um helicóptero, que juntos somam R$ 18 milhões em valor de mercado, que foram apreendidos pela Dise de Americana entre abril de 2018 e outubro de 2019. Essas operações resultaram na prisão de 11 pessoas.

Os aviões eram utilizados para transportar drogas com destino aos países da Europa, em esquema que usava “laranjas” e pilotos sem emprego. Três aeronaves foram apreendidas na última terça-feira, na cidade de Birigui.

Antes, em 23 de setembro do ano passado, outro avião foi apreendido em Sorocaba. A investigação descobriu que Americana era um entreposto para o tráfico internacional de cocaína. Um hangar alugado no aeroporto municipal Augusto de Oliveira Salvação era usado como ponto de encontro de pilotos que transportavam droga e dinheiro entre países da América do Sul.

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