Rede de água da Avenida Campos Sales será toda trocada

Troca ocorre após adutora romper três vezes em uma semana; diretor do DAE prevê início das obras em abril, após licitação ser aberta


A troca de 1.100 metros da rede de água é a solução encontrada pelo DAE (Departamento de Água e Esgoto) de Americana para acabar com os rompimentos da subadutora da Avenida Campos Sales. A estrutura apresentou problemas por três vezes em menos de uma semana, afetando o abastecimento de água de bairros como o Jardim Ipiranga e Vila Dainese.

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Uma licitação será aberta para contratar uma empresa responsável pela obra, que deve começar no final de abril, prevê o diretor da autarquia, Carlos Gimenez Zappia. Depois de iniciada, serão mais 40 dias para concluir a remodelação na rede, que vai da Rua Julio Prestes até a Rua Camilo Castelo Branco.

O edital com os detalhes do reparo deve ser publicado até o fim da próxima semana, adianta Zappia. “Temos que fazer inteirinha a rede. Depois que ela ficar pronta é que a gente deve fazer a interligação para que a população não fique sem água”, disse o superintendente em entrevista ao LIBERAL.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
 Rompimento nesta segunda-feira trouxe problemas; tubo apresentou fissura e teve que ser trocado

O último dos rompimentos aconteceu nesta segunda-feira, quando água e lama invadiram a calçada da via durante o período da manhã. Comerciantes se mobilizaram para limpeza da via, para que a lama formada não entrasse nos estabelecimentos do local.

“Tivemos que limpar por conta própria, mas ainda está sujo. Afeta nosso comércio e quem necessita de água, os consumidores”, reclamou o auxiliar de balconista, Matheus Pietro.

Na quarta e na sexta da semana passada as casas da região já haviam ficado com as torneiras vazias devido a problemas semelhantes. Ontem, o DAE realizou a troca de um tubo que apresentou uma fissura. Isso foi o suficiente para estancar o vazamento, mas não evitar futuros rompimentos. A rede do local é de 1998 e começou a apresentar “fadiga” no final do ano passado.

Os problemas desta semana não foram resultado de consertos mal feitos, diz Zappia, e sim de rompimentos que ocorreram em locais diferentes na rede. “Rompeu, consertamos, aí oito metros para frente rompeu de novo. Aí hoje [segunda] a 100 metros rompeu outra vez”, destaca.

O diretor do DAE explica que as rupturas acontecem geralmente durante a noite. Neste período a população consome menos água – com isso, uma maior quantidade do líquido passa pela adutora, aumentando a pressão na rede, e potencializando a fadiga.

“É um rasgo, é como se alguém tivesse passado uma serra nela [subadutora]. Isso leva a crer que é um problema de fabricação, porque esse tubo de PEAD [Polietileno de Alta Densidade] a durabilidade mínima é de 100 anos. Nós estamos com uma rede de praticamente 22 anos de uso e já está apresentando isso. Ela não deveria apresentar”, acrescenta o diretor da autarquia.

A autarquia retirou um pedaço do tubo da subadutora que está danificada e encaminhou para análise em um laboratório para confirmar se houve problemas na confecção da estrutura. Zappia acredita que o material esteja obsoleto e que a troca de toda a rede eliminará os rompimentos no local.

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A trajetória do impasse em torno da lei municipal de incentivo ao esporte em Americana é o assunto desta edição do Além da Capa. Ouça:

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