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Covid-19

Avanço da pandemia coloca Americana e região na fase vermelha a partir de sábado

Na fase vermelha do Plano São Paulo, somente serviços essenciais podem funcionar; medida vai valer até 19 de março

Por Talita Bristotti

03 mar 2021 às 12:58 • Última atualização 03 mar 2021 às 19:03

Governador lembrou que na segunda-feira o país e o Estado de São Paulo registraram recorde de mortes - Foto: Deividi Correa - EC

O governador João Doria (PSDB) anunciou nesta quarta-feira que o Departamento Regional de Saúde de Campinas, do qual Americana e mais 41 municípios fazem parte, será colocado na fase vermelha do Plano São Paulo a partir de sábado (6).

A medida valerá para todo o território paulista até o dia 19 de março e foi adotada após Estado de São Paulo alcançar 75% de ocupação de leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva) Covid, tanto na rede pública quanto privada.

O governador João Doria (PSDB) lembrou que na segunda-feira o país e o Estado de São Paulo registraram recorde de mortes por coronavírus. Foram 1.726 no Brasil e 468 vítimas no estado. “Vamos enfrentar as duas piores semanas da pandemia desde o primeiro caso de Covid-19 no Brasil”, disse o governador.

Além da fase vermelha, o governo paulista também endureceu as regras do toque de restrição, que passará a valer das 20h às 5h. Anteriormente, a medida valia a partir das 23h.

O recuo para a fase vermelha foi adotado diante do avanço da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Por conta da situação de “quase colapso”, o prefeito Dário Saadi (Republicanos) já tinha colocado a cidade de Campinas na fase mais restritiva do Plano São Paulo.

Em Americana, a situação dos hospitais particulares está crítica, com avanço na taxa de ocupação, e o Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi estava com 90% de ocupação de todos os leitos para coronavírus nesta terça.

Confira as regras que serão adotadas durante a fase vermelha do Plano São Paulo – Foto: Divulgação

Na fase vermelha do Plano São Paulo, somente serviços essenciais podem funcionar, como mercados, farmácias, postos de combustível e igrejas. Os demais setores da economia, como comércio, restaurantes (somente delivery), bares, salões de beleza e academia, deverão ficar fechados.

Uma novidade, porém, é que as escolas não serão incluídas na restrição da fase vermelha e poderão continuar a receber os alunos.

A visão de que a escola, desde que cumpra protocolos sanitários e de distanciamento social, não é um local de grande transmissão para a Covid-19 foi se fortalecendo ao longo dos últimos meses, com estudos científicos que analisaram casos na educação presencial em vários países. Além disso, outras pesquisas também indicaram que as crianças se infectam menos e transmitem menos o vírus.

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As escolas estarão abertas com atendimento presencial para até 35% dos alunos matriculados. Secretário de Educação, Rossieli Soares esclareceu que a presença não será obrigatória e a orientação é que os pais não enviem os alunos que consigam acompanhar o ensino remoto de forma satisfatória. O objetivo de deixar as unidades abertas é atender “quem mais precisa”.

Rossieli explicou que o foco são alunos com necessidade de alimentação escolar, dificuldade de acesso à tecnologia, com severa defasagem de aprendizado, estudantes cujos responsáveis trabalham em serviços essenciais e aqueles que tenham saúde mental sob risco.

“Se o aluno puder fazer a aula em casa, que faça. Está autorizado pelo estado para que tenha atividade presencial, mas que tenha esse senso – não fechar escola para quem precisa, mas observar quem precisa neste momento”, disse o secretário.

A estimativa é receber 500 mil alunos nas duas próximas semanas (250 mil a cada semana) no ensino estadual, uma redução de 80% em relação ao total da rede. Nesse período, devem trabalhar para atender aos estudantes cerca 50 mil funcionários, uma redução de 60%.

As redes municipal e privada têm autonomia para definir sobre as atividades presenciais.

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O anúncio das escolas vem na contramão do que o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse nesta terça-feira (2). O chefe da pasta estadual ser favorável à suspensão das aulas presenciais nas escolas diante do agravamento da pandemia da Covid-19 no Estado. A entrevista causou mal estar no governo e a secretaria da Saúde teve, a pedido do Palácio dos Bandeirantes, de publicar uma nota dizendo que se tratava de uma opinião pessoal do secretário.

Na coletiva, Doria teceu duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro, a qual chamou de negacionista da pandemia e criticou o fato de que o Brasil poderia estar vacinando contra a doença desde novembro. “Enquanto for governador de SP, vou me posicionar desta maneira. Me acusem como quiserem. Não é hora de tratar de eleição, é hora de proteger vidas. Isso deve ser nossa prioridade”, disse.

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