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Solidariedade

Após vencer complicações da Covid-19, família faz campanha para bancar tratamento de bebê

Internado por conta do vírus, Raí Marcos Moreira contraiu uma pneumonia muito grave e pegou duas bactérias hospitalares

Por Marina Zanaki

29 Agosto 2021, às 08h01

Raí Marcos Moreira é pequeno em tamanho, mas gigante em força. O bebê de 11 meses está internado há 90 dias após ter contraído o novo coronavírus (Covid-19), e tem a previsão de receber alta nesta segunda-feira para continuar o tratamento em casa, com o Home Care. A família faz uma campanha para arrecadar recursos – leia mais abaixo.

Família de Raí Marcos Moreira faz campanha para conseguir arrecadar fundos para tratamento – Foto: Arquivo pessoal

O menino é Down e sofre de uma cardiopatia. Ele contraiu Covid-19 e foi internado no Hospital Unimed, em Americana. Contudo, acabou sendo encaminhado para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica, na cidade de Piracicaba, para ficar em observação.

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Raí teve agravamento de seu quadro. Sua mãe, a autônoma Jaqueline Cristina Moreira, 38 anos, contou que ele teve os dois pulmões bastante prejudicados. O coração aumentou e estava batendo quatro vezes mais rápido que o normal, com risco de uma parada cardíaca. Ele também contraiu uma pneumonia muito grave e pegou duas bactérias hospitalares. O pequeno ficou 55 dias intubado e sedado.

“Enquanto ele estava intubado, nenhum médico estava acreditando muito na recuperação dele. Vinham falar comigo, que estavam fazendo tudo que era possível, mas que estava chegando em um ponto que não tinha mais o que fazer, que ele poderia vir a óbito a qualquer momento. É horrível escutar isso, eu chorava, a psicóloga ia falar comigo direto. Não via melhora, e escutava uma notícia dessas, vai deixando a gente mais abalada”, relembra Jaqueline.

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No dia 20 de julho, foi feita a traqueostomia, e ele começou a apresentar melhoras. Para prevenir novas infecções ligadas ao ambiente hospitalar, ele foi liberado para finalizar o tratamento em casa. Diante de sua evolução, os médicos passaram a chamá-lo de pequeno milagre.

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“Qualquer outra pessoa não conseguiria resistir o que ele resistiu. Mas quanto mais tempo na UTI, mais risco de contrair outra coisa, por isso querem dar alta agora. Ele está bem, voltou a sorrir, está dando risadinhas, está uma graça, agora é o melhor momento”, disse a mãe.

Ela disse que, durante a internação de Raí, leu no LIBERAL a história de uma bebê de um ano que superou um quadro grave de Covid-19, a Heloísa Pereira dos Santos Eduardo. A reportagem deu esperanças à família, e Jaqueline espera que a superação de Raí também ajude outras pessoas que estão nessa situação.

Filosofias do cotidiano no blog da Alessandra Olivato.

“Peguei Covid também, tive que ficar afastada dele para me recuperar, graças a Deus o meu foi leve. Mas foram tensas as noites mal dormidas na UTI, foi bem pesado mesmo. Mas só de ver como ele está hoje, ainda mais tendo cardiopatia, aguentou firme e forte, é só agradecer”, finalizou Jaqueline.

Campanha para ajudar Raí

Raí precisa fazer uso de um medicamento chamado Bosentana para a hipertensão pulmonar. Enquanto está internado, é entregue pelo hospital, mas ao sair será preciso tentar o fornecimento por meio do programa Farmácia de Alto Custo, do SUS.

Campanha vai arrecadar dinheiro para bancar tratamento de Raí – Foto: Divulgação

É preciso passar por alguns trâmites burocráticos para ter acesso, e a expectativa é conseguir o remédio em dois ou três meses. A família possui quantidade fornecida pelo hospital para um mês, mas depois disso vai precisar comprar o medicamento até ser liberado via SUS.

Como cada caixa custa entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, eles estão se mobilizando para levantar o recurso. A auxiliar administrativa Joyce Cristina Moreira Zanon, 36 anos, tia de Raí, contou que vai disponibilizar um food truck para venda de lanches no dia 4 de setembro.

Ao custo de R$ 25, o combo inclui um hambúrguer e batata frita. As reservas podem ser feitas pelo WhatsApp (19) 98243-4308. “Pensamos em vender no mínimo uns 100 combos, mas está tomando proporções com as divulgações, então não temos uma meta”, disse a tia de Raí.

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