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Americana

Após perder a esposa e passar 25 dias intubado, paciente tem alta do HM

Marçal Torrigo, morador do Parque Universitário, deixou o hospital na tarde desta quarta-feira

Por Leonardo Oliveira

07 abr 2021 às 20:26

Marçal deixou a unidade médica de cadeira de rodas e acompanhado por familiares e por seu cuidador - Foto: Ernesto Rodrigues - O Liberal.JPG

O prestador de serviços imobiliários Marçal Torrigo, de 50 anos, venceu a luta contra o novo coronavírus (Covid-19) e deixou o Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana nesta quarta-feira (7), depois de 34 dias internado.

Nesse período, passou 25 dias intubado em um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e chegou a perder a esposa, Mara Torrigo, de 49 anos, que também foi infectada pela doença, mas não resistiu às complicações dela.

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O LIBERAL acompanhou a alta médica do paciente, no início da tarde desta quarta-feira. Apesar da tristeza pela perda de sua companheira de mais de duas décadas, o prestador não escondeu a emoção por ter conseguido superar a batalha contra a Covid-19.

“Só Deus para fazer uma obra dessa, só Deus para cuidar da gente desse jeito e só Deus para manter a gente vivo, ainda depois de tudo isso. O sentimento é de gratidão a Deus, das orações dos irmãos, dos parentes, de todo o pessoal, o cuidado do hospital, cada enfermeiro aqui pra mim é um anjo”, disse, em entrevista.

Ele deixou a unidade médica de cadeira de rodas e acompanhado por familiares e por seu cuidador, Rafael Domingues, de 22 anos.

“Ele teve 90% do pulmão comprometido. A recuperação dele foi muito difícil, tivemos que ter muito cuidado com ele. Teve dias que ele acordava desmotivado sentindo falta da esposa, mas ele tava lá até hoje”, afirmou o cuidador, ao LIBERAL.

Marçal é morador do Parque Universitário, em Americana, onde residia com a sua companheira, com quem casou em 2001. Ele começou a ter sintomas leves na segunda semana de fevereiro, mas a sua situação se agravou, por isso foi internado em 4 de março no HM junto com a esposa.

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No dia seguinte precisou ser intubado, ficando em um leito de UTI até o dia 29 do mês passado. Quando acordou, sua esposa já havia falecido. “Eu acreditei sim [na recuperação]. Acreditei também que minha esposa também ia sair, mas infelizmente ela não saiu. O coração ficou despedaçado, mas a gente tem que seguir em frente”, contou.

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O período de intubação de Marçal mobilizou familiares, que, agora, celebram a vida do prestador. “Um milagre, uma nova vida. Nós todos da família estamos muito ansiosos esperando a volta dele, a gente se apegou muito a Deus. Apesar de tanto sofrimento nesse mundo, a gente precisa comemorar a vida e essa nova chance”, disse a administradora Jaqueli Cabrera, de 35 anos, sobrinha de Marçal.

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