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Chamas

Após incêndio em casa do São Manoel, lixo fica acumulado em terreno

Resíduos estavam guardados em um cômodo que foi destruído pelas chamas, que se espalharam após uma tentativa de extermínio de abelhas

Por Rodrigo Alonso

20 out 2020 às 09:01

Lixo reciclável retirado da casa está num terreno baldio ao lado do imóvel – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

Moradores do São Manoel ainda precisam lidar com as consequências de um incêndio ocorrido neste domingo, em uma casa localizada na Rua São Lucas, em Americana. Um dos problemas é o acúmulo de lixo reciclável num terreno baldio que fica ao lado do imóvel.

Os resíduos estavam guardados no quartinho que pegou fogo e foram os responsáveis pela propagação das chamas. Uma retroescavadeira da prefeitura arrastou todo o lixo para o terreno baldio.

O incêndio foi causado pelo catador de material reciclável Delfim Batista Magalhães, de 82 anos. Ele tentou matar abelhas com um pano em chamas, mas o fogo se espalhou e destruiu um quartinho.

“Quando começou a pegar fogo por fora, eu joguei água, e apagou. Eu não vi que estava pegando fogo lá dentro”, contou o catador nesta segunda, ao LIBERAL. O caso aconteceu às 15 horas. Ninguém se feriu.

De acordo com a prefeitura, a Vigilância Sanitária deu prazo de 10 dias para que Magalhães tire todo o lixo do terreno. Caso não cumpra a determinação, ele ficará sujeito a uma multa de R$ 1,1 mil.

O catador disse que ia separar os materiais reaproveitáveis e afirmou que vai alugar uma caçamba para descartar o resto. “Eu guardo para vender”, comentou.

Vigilância Sanitária deu prazo de 10 dias para que Magalhães tire todo o lixo do terreno – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

Uma família que mora na casa situada atrás do terreno, na Rua São Thiago, reclama da situação. Somente um muro separa o imóvel e os resíduos acumulados.

Uma das moradoras, a analista Renata Alescio Porfírio, de 42 anos, teme que o acúmulo de lixo ocasione outro incêndio e aponta para o risco de aparição de ratazanas e escorpiões. Por conta do incidente, inclusive, uma trinca apareceu na parede de seu quarto.

No domingo, num primeiro momento, a analista pensou que o incêndio estava acontecendo dentro de sua casa. A mãe dela, de 70 anos, que mora no mesmo terreno, inalou fumaça e entrou em estado de choque. Renata cogita processar os responsáveis.

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