Após impasse, ônibus da VPT voltam a circular em Americana

Prefeitura de Americana e Sindicato dos Condutores se comprometeram a levar a situação dos funcionários para o Ministério Público do Trabalho


Os ônibus do transporte urbano de Americana voltaram a circular na manhã desta quinta-feira (8), conforme acordado após uma reunião entre prefeitura e sindicato realizado ontem. Os primeiros coletivos deixaram a garagem da VPT (Viação Princesa Tecelã) por volta das 5h, o que pode ter provocado atraso em alguns linhas.

Na quarta, os funcionários da VPT fizeram uma paralisação para reivindicar a garantia que receberiam o salário do mês, já que a empresa atuará no transporte de Americana até 30 de novembro.

O que os empregados conseguiram, entretanto, foi um compromisso da prefeitura de levar o caso ao MPT (Ministério Público do Trabalho), ao lado do Sindicato dos Condutores. A decisão de retornar às atividades foi tomada após assembleia realizada já no início da noite de quarta.

“O prefeito se comprometeu, com ata, que dentro de cinco dias vai agilizar para ir todo mundo no MPT, que é a prefeitura, sindicato, empresa que está entrando, empresa que está saindo. A gente quer uma solução para os trabalhadores saírem e receberem seus direitos. Foi o que a gente conseguiu de momento e acho que avançou bem até. Agora, nós esperamos que no Ministério Público podemos acertar para os trabalhadores não serem prejudicados”, afirmou o diretor do sindicato Nadir Migliorin.

A paralisação aconteceu, se acordo com Migliorin, depois que os funcionários teriam recebido a informação de um encarregado de que eles não receberiam o salário do mês e nem a cesta básica porque a VPT não dispõe de dinheiro para pagar.

A VPT encaminhou nota pela manhã dizendo que ficou “sem a sua receita principal com a proibição da venda de passagens e do carregamento de cartões para empresas, em vigor desde o último dia 1 de novembro”. As passagens avulsas, diferente do que diz a nota, ainda podem ser adquiridas por passageiros.

Também no texto, a empresa revela que somente a venda para empresas corresponde a 65% de sua receita. A viação ainda afirma que enfrenta dificuldade de fluxo de caixa por conta da falta de reajustes da tarifa. “Estas decisões da municipalidade mostram a precipitação em destruir uma empresa que se confunde com a história do município”, traz o texto.

A Prefeitura de Americana também se posicionou por meio de nota dizendo que não pode ser responsabilizada e que o decreto de rompimento do contrato deu tempo suficiente para a empresa se organizar. “À concessionária cabe ainda dar condições aos trabalhadores para que exerçam suas obrigações com dignidade e respeito”.

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