Apelido indica que homem preso em Americana era líder de quadrilha

André Ferreira Borges foi preso na quinta-feira pelo mega assalto a uma agência do Banco do Brasil na área central de Uberaba


Preso em Americana na noite da última quinta-feira, André Ferreira Borges, 40, era uma das lideranças responsáveis pelo mega assalto a agência do Banco do Brasil, na área central de Uberaba (MG), em junho deste ano.

Foto: Polícia Civil / Divulgação
André Ferreira Borges é chamado de “Pane” dentro de organização criminosa; ele foi preso quinta

De acordo com informações da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Americana, responsável por efetuar a prisão de Borges, o apelido dele era “Pane”. A nomenclatura também é utilizada para classificar o núcleo da quadrilha que entrar no banco para retirar o dinheiro, função reservada apenas para os líderes do esquema.

Antes deles, no entanto, outros dois núcleos são acionados: o da contenção, cuja função é trocar tiros com a polícia, e o “explosivista” para arrombar o cofre.

Os agentes da DIG de Americana receberam pedido de apoio do Depatri (Delegacia Especializada de Crimes Contra o Patrimônio) de Belo Horizonte na quarta e conseguiram localizar Borges no Parque Novo Mundo. Ele estava morando no Jardim Ipiranga.

“Ele, por ser um dos líderes, não se envolveu diretamente nesse tiroteio. É um dos que foi para dentro da agência pra fazer a recolha do dinheiro. Trinta participaram do assalto, mas a quadrilha a gente acredita que tenha muito mais pessoas. Com a prisão de 14 deles, a polícia de BH deve estar intensificando as investigações para identificar todos”, afirmou o delegado da DIG, José Donizete de Melo.

O LIBERAL não conseguiu contato com representantes de Borges até o fechamento desta edição.

O assalto

O mega assalto a agência do Banco do Brasil, na área central de Uberaba (MG), aconteceu madrugada do dia 27 de junho deste ano.

No dia do crime, um dos 10 suspeitos detidos foi identificado como o vendedor autônomo Jefferson Aparecido Silva Neves, 34, que era morador de Santa Bárbara d’Oeste. Os criminosos conseguiram explodir o cofre do banco e fizeram sete reféns. Toda a ação durou quase sete horas. Foram apreendidos 12 fuzis, pistolas e coletes à prova de bala.

Apesar dos valores não terem sido confirmados pelo banco, a Polícia Civil estima que R$ 40 milhões foram levados. Ao menos 30 pessoas participaram do crime e, até o momento, 14 foram presas.

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