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Europa

Americanense que vive na Itália relata apreensão com avanço do coronavírus

Desenvolvedor de aplicativo de Americana fala sobre toque de recolher e supermercados com prateleiras vazias após sete mortes no país europeu

Por Marina Zanaki

25 fev 2020 às 07:58 • Última atualização 25 fev 2020 às 15:59

Um americanense que vive na Itália relatou ao LIBERAL, nesta segunda-feira (24), o ambiente de apreensão no país por conta das mortes causadas pelo novo coronavírus. Até ontem eram pelo menos sete vítimas e 222 infectados com a doença.

O desenvolvedor de aplicativo Thiago Dell Agnesi, de 40 anos, está há três anos no país com a família. Ele vive em Garbagnate Milanese, cidade que é importante ponto de acesso para centros como Milão e Gênova.

Foto: Arquivo Pessoal
Desenvolvedor de aplicativos, Thiago vive há três anos na Itália, com a família; até ontem, país tinha pelo menos 11 cidades em quarentena

Nesta segunda-feira, o número de cidades em quarentena no país chegava a pelo menos 11. Nesses locais, não há permissão para entrada e saída. Thiago disse que a cidade onde mora ainda não está em isolamento, mas ele teme que isso ocorra. No município, foi decretado toque de recolher das 18h às 6h.

Foto: Arquivo Pessoal
Foto de Thiago mostra supermercado com prateleiras vazias

O americanense diz acompanhar com preocupação a atualização de casos, que vem aumentando em curtos períodos. Na sexta-feira, por exemplo, eram cerca de 50 infectados, número que nesta segunda-feira já aumentou quase cinco vezes.

Para combater a circulação do vírus, o governo orientou a população a não sair para as ruas nos próximos dias (leia mais no caderno 360°). Thiago contou ao LIBERAL que já trabalhou em casa nesta segunda-feira e que a família deve ficar na residência ao menos ao longo dessa semana.

“O governo está falando para comprar vinagre para desinfetar, porque álcool em gel não tem mais, máscara também não. Vamos ficar dentro de casa e ver como serão as notícias essa
semana”, disse Thiago.

O clima de apreensão tem feito disparar a procura por comida e água. Uma foto enviada por Thiago mostra um supermercado com as prateleiras zeradas no domingo. Segundo o desenvolvedor, nesta segunda-feira o estoque no local foi normalizado.

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“O governo disse que não precisa fazer isso [comprar toda a comida e água disponíveis], que os supermercados não vão parar de trabalhar. As ruas estão totalmente desertas, tudo parado”, relatou o americanense.

Além da Capa, o podcast do LIBERAL

A mobilização em Americana e Santa Bárbara em torno do Carnaval, a festa mais popular do País, é o assunto dessa edição do podcast “Além da Capa”. Ouça:

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