Americana tem pressa para confirmar possível surto de febre maculosa

Para subsecretário, resultado dos exames vai permitir que médicos tratem os pacientes “rapidamente” em Americana


A Secretaria de Saúde de Americana espera confirmar nos próximos dias que a cidade vive, de fato, um surto de febre maculosa. Após anunciar que investiga nove casos suspeitos da doença – com seis mortes – a pasta encaminhou material para análise no Instituto Adolfo Lutz. Segundo o médico infectologista e subsecretário de Saúde, Arnaldo Gouveia Júnior, o resultado dos exames vai permitir que os médicos tratem os pacientes rapidamente.

“A doença é de uma letalidade bastante alta. Nos casos graves, se não identificados e tratados rapidamente, pode chegar a 60% de óbito. Mas quando você identifica o surto, o número de mortes cai, porque todos os médicos começam a pensar em febre maculosa desde o início. Para isso nós dependemos do (Instituto) Adolfo Lutz. Em casos de morte, se não houver falta de kit, eles costumam liberar o resultado em 10 dias”, afirmou.

Ainda de acordo com Gouveia, o número de casos e de mortes é preocupante. “É um número totalmente fora de qualquer proporção que já aconteceu aqui. Estamos muito preocupados”, ressaltou.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Carrapato estrela infectado com bactéria Rickettsia transmite a doença

As condições climáticas favoráveis à proliferação do carrapato estrela – que transmite a doença – e o conjunto de sintomas apresentado pela maioria dos pacientes faz com que a secretaria acredite que a maior parte dos casos devem ser confirmados.

Quatro homens com suspeita de febre maculosa morreram no Hospital Municipal. Uma menina de sete anos faleceu na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e um homem faleceu em um hospital particular. A vigilância ainda recebeu a notificação de dois homens, sendo um de 32 anos, morador do Jardim Brasil e outro de 38 anos, residente no Jardim Alvorada. Os dois apresentaram sintomas, mas já tiveram alta médica.

O especialista descartou a possibilidade de pulverização em áreas silvestres como forma de controle da febre maculosa. “Não sei nem se a legislação permite (a pulverização), porque matando o carrapato você mata todos os outros insetos, que fazem a polinização das plantas, como abelhas por exemplo. Não tem um remédio só para carrapato”, completou.

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