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Em setembro

Americana tem melhor saldo de emprego do ano

Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), foram abertos 773 postos durante o mês passado, sendo que destaque ficou para o setor industrial

Por Marina Zanaki

30 out 2020 às 08:11 • Última atualização 30 out 2020 às 08:12

Americana teve o melhor saldo de geração de empregos de 2020 no mês de setembro. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), foram abertos 773 postos no mês passado. Essa é a diferença entre as 2.838 admissões e 2.065 desligamentos registrados.

O destaque ficou para a indústria, que abriu 395 vagas no mês passado. As áreas industriais com mais contratações foram confecção, têxtil, embaladores e alimentadores de produção. O comércio teve 236 vagas abertas e o setor de serviços criou 94.

O saldo de setembro é melhor inclusive do que janeiro (145 postos) e fevereiro (613), anteriores à pandemia. Americana apresenta saldos positivos na geração de emprego desde junho. Mesmo com a sequência positiva, os empregos perdidos em março e abril ainda não foram completamente recuperados. Durante este ano, Americana acumula a perda de 1.924 postos de trabalho.

A cidade com mais vagas abertas na RPT (Região do Polo Têxtil) foi Americana, mas a mesma tendência de abertura de vagas foi observada nos demais municípios da RPT (Região do Polo Têxtil). O saldo da região foi de 2.327 empregos criados – o melhor saldo para o ano havia sido no mês de fevereiro, com 2.191 postos.

Para o economista Cândido Ferreira da Silva Filho, professor da PUC (Pontifícia Universidade Católica) Campinas, o desempenho das cidades da região se assemelha ao cenário nacional e indica uma retomada econômica. Ele contou que ficou surpreso com os dados e reconheceu que não era esperada uma recuperação rápida da economia diante da crise da pandemia.

“Os números são muito positivos, temos claramente uma situação de recuperação de emprego no Brasil. A impressão é que o pior já passou, que a situação catastrófica ficou para trás”, analisou.

Ele ponderou que o fim da flexibilização dos contratos de trabalho e do auxílio emergencial, previstos para 31 de dezembro, abre um cenário de incertezas. “Muito dessa recuperação tem a ver com a presença do governo. Está havendo uma transferência de renda pelo auxílio emergencial. Não sabemos como a economia vai reagir”.

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