Americana registra melhora em ranking de saneamento básico

Apesar da melhora, cidade ainda não se recuperou da piora provocada por problemas operacionais no sistema de tratamento de esgoto


Americana voltou a se aproximar da universalização do saneamento básico, mas ainda não se recuperou da piora provocada por problemas operacionais no sistema de tratamento de esgoto. Isso é o que mostra o Ranking da Universalização do Saneamento 2019 produzido pela ABES (Associação Brasileira de Engenharia Ambiental) com dados do Ministério das Cidades de 2017. O estudo foi divulgado em junho.

Foto: Suzy Coutinho / Prefeitura de Americana_8.5.2019
ETE Balsa-Gruta deve aumentar percentual de tratamento para 70%

O ranking analisa fatores como abastecimento de água, destinação de resíduos, coleta e tratamento de esgoto – e é nesse último quesito que Americana registrou forte queda em 2016 com leve melhora em 2017.

Em 2015, a cidade havia alcançado a pontuação 79,60 nesse aspecto (a escala vai até 100). No ano seguinte, o tratamento de esgoto caiu para 46,05, o que fez com que o município deixasse de ser classificado como “rumo à universalização” (segunda melhor categoria no ranking) e fosse rebaixado à “empenho para a universalização” (terceira categoria).

No ranking mais recente, Americana conseguiu aumentar o tratamento para 54,60 e voltou à segunda categoria, mas está longe do desempenho observado dois anos antes.

O DAE (Departamento de Água e Esgoto) apontou três questões operacionais que provocaram a queda no ranking – no período, houve problemas no coletor tronco do Quilombo, em algumas elevatórias de esgoto dentro da malha do sistema e também a inoperância intermitente da elevatória do Torino.

“Em 2018, o departamento investiu na melhoria da capacidade de bombeamento de elevatórias, concluiu obras de recuperação de coletores e atendeu Termos de Ajustamento de Conduta para eliminação de lançamento de esgoto ‘in natura’ no Ribeirão Quilombo. Os percentuais para o ano-base de 2018 ficarão com valores de 60%”, justificou.

Atualmente, está em construção a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Balsa-Gruta, que deve aumentar esse percentual para pelo menos 70% quando entrar em operação, no segundo semestre de 2020.

Na região

Hortolândia e Nova Odessa registraram os melhores índices e são as únicas da região na primeira categoria do ranking, “rumo à universalização”. Hortolândia alcançou 498,83 dos 500 pontos disponíveis na classificação e disse que vai completar a universalização até 2020. Nova Odessa fez 494,51 pontos.

Santa Bárbara d’Oeste fez 474,11 pontos e aparece na categoria “compromisso com universalização”. “O compromisso da administração é alcançar 100% do esgoto tratado até 2020. Com a entrega da ETE Toledos 2 o município chega a 80% de esgoto tratado e com a conclusão da ETE Barrocão alcançará os 100%”, afirmou.

Sumaré aparece com o pior índice da região, puxado pelo tratamento de esgoto, com 26,05 pontos. A concessionária BRK Ambiental avaliou que o ranking mostra evolução gradativa dos serviços de esgoto na cidade e que há um ciclo de investimentos que devem melhorar o saneamento na cidade.

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