06 de março de 2021 Atualizado 19:05

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

Americana

Americana registra janeiro mais chuvoso em cinco anos

Volume de chuva verificado em janeiro também superou o de todas as outras cidades da RPT

Por Heitor Carvalho

02 fev 2021 às 15:25

Americana teve o mês de janeiro com maior volume de chuvas dos últimos cinco anos. Isso é o que indica a estação local do Ciiagro (Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas), localizada na Vila Louricilda.

Apenas no dia 12 de janeiro, por exemplo, choveu 60,5 milímetros em um período de 24h, segundo a Defesa Civil – Foto: Ernesto Rodrigues – O Liberal

Foram 386 milímetros de chuva, 48% mais que o registrado em janeiro de 2020 (260 mm) e mais do que qualquer outra cidade da RPT (Região do Polo Têxtil) no mesmo período.

Em Santa Bárbara foram registrados 332 mm, o segundo maior volume de chuvas na região para janeiro. Em seguida, vem os 277 mm verificados em Hortolândia, o maior nível pluviométrico para o mês em quatro anos. Nova Odessa (222 mm) e Sumaré (251 mm) completam a classificação regional.

Americana, no entanto, foi a única cidade que superou o recorde dos últimos cinco anos. Apenas no dia 12 de janeiro, por exemplo, choveu 60,5 milímetros em um período de 24h, segundo a Defesa Civil do município. Naquele mesmo dia, Santa Bárbara registrou a sua maior chuva em 5 anos.

“Americana teve três dias com chuvas acima de 50 mm. São volumes expressivos, que ocorrem com pouca frequência”, explica o meteorologista Bruno Kabke Bainy, do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura), da Unicamp.

Entre os motivos para a formação desse cenário meteorológico, segundo Bruno, estão o padrão dos ventos e as zonas de convergência do Atlântico Sul (ZCAS), longas faixas de nebulosidade que cortam o Brasil na direção noroeste/sudeste.

“Eu atribuiria essas chuvas isoladas ao padrão de ventos, que não conseguiu distribuir melhor essas tempestades. A gente tem também as ZCAS, que são mecanismos que geram vários dias de nebulosidade e de chuvas recorrentes”, afirmou o meteorologista.

Os índices pluviométricos, no entanto, não são caracterizadas pela sua uniformidade.

“É por conta das chuvas isoladas. Semana passada, por exemplo, uma linha de instabilidade se formou no sentido norte-sul e provocou chuva muito forte em Americana, e persistiu lá. Já em Sumaré choveu pouco”, afirmou Bruno.

Para o próximo mês, as chuvas devem aumentar ainda mais. No começo de janeiro, os indicativos dos modelos do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) apontavam um janeiro com chuvas dentro ou um pouco abaixo da média e fevereiro com chuvas acima do normal para a região de Campinas.

“Mais para o final da semana, entre quinta e sexta-feira, a gente está prevendo a passagem de uma frente fria pelo estado e há indicativos de formação de uma zona de umidade entre São Paulo e Minas Gerais”, conclui Bruno.

Publicidade