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Primeiros casos do ano

Americana registra duas mortes por febre maculosa

Esses são os primeiros casos positivos da doença este ano; em 2018, a cidade viveu um surto da doença, com nove mortes

Por Marina Zanaki

27 Maio 2020 às 19:03 • Última atualização 27 Maio 2020 às 19:41

A Vigilância Epidemiológica de Americana informou duas mortes por febre maculosa.

Os pacientes morreram no dia 30 de abril, mas os laudos com a confirmação da causa da morte são do dia 19 de maio. Esses são os primeiros casos positivos da doença este ano. Em 2018, a cidade viveu um surto da doença, com nove mortes.

Áreas de risco na cidade devem ser evitadas e outros cuidados devem ser tomados – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

Segundo a prefeitura, um dos pacientes que morreu era um homem de 38 anos, morador do Jardim Boer.

No dia 13 de abril, ele começou a apresentar febre, redução na quantidade de urina, dores musculares, prostração e convulsão.

O paciente foi internado no dia 17 de abril em hospital público. Ele morreu no dia 30 daquele mesmo mês.

Segundo o levantamento feito pelos técnicos do Programa de Vigilância e Controle de Carrapatos e Escorpiões (PVCE), o provável local de contaminação foi às margens da represa Areia Branca, em Santa Bárbara D’Oeste.

O segundo caso ocorreu com um homem de 56 anos, morador do bairro Chácara Letônia. Os sintomas começaram em 25 de abril. Ele teve febre, prostração, dores musculares e falta de ar.

O paciente foi internado no dia 29 de abril em hospital particular e morreu no dia seguinte. De acordo com a Vigilância, o local provável de infecção é a Fazenda Angélica, onde o paciente residia e também administrava.

De janeiro a 27 de maio deste ano, Americana notificou quatro casos de febre maculosa – além das duas mortes, um caso foi descartado e um aguarda resultado.

SURTO
Em 2018, Americana viveu um surto de febre maculosa. Foram contaminadas 11 pessoas, das quais nove morreram. No ano passado, a cidade registrou dois casos positivos e ambos os pacientes morreram.

CUIDADOS
A Secretaria de Saúde pede aos munícipes para que evitem as áreas de risco e, caso seja necessária a frequência nestes locais, que se tomem os seguintes cuidados:

  • Utilizar roupas claras porque facilitam a visualização dos carrapatos;
  • Colocar a barra das calças dentro das meias e calçar botas de cano alto;
  • Examinar o corpo cuidadosamente a cada três horas pelo menos, porque esses carrapatos transmitem a bactéria causadora da Febre Maculosa depois de algumas horas após a picada na pele;
  • Tenha cuidado ao retirar o carrapato que estiver grudado à pele, fazendo-o mediante uma leve torção.

Se em um período de dois a 14 dias após frequentar estes locais, o indivíduo apresentar febre alta, dores no corpo, dores de cabeça, calafrios e manchas avermelhadas na pele, deve procurar imediatamente o serviço de saúde e, no momento da consulta, informar ao médico sobre o contato com carrapatos.

Veja abaixo a lista de áreas de risco delimitadas pelo PVCE em Americana:

Área da Carioba: Pesqueiros do Rio Piracicaba, próximos ao parque têxtil da Rua Carioba.

Área da Casa de Cultura Herman Müller: Mata ciliar adjacente ao Ribeirão Quilombo.

Área do Rio Jaguari: Região pós-represa do Salto Grande (chácaras nas proximidades da Colônia Agrícola do Sobrado Velho).

Área do Museu Histórico: Pesqueiros na confluência dos rios Atibaia e Jaguari.

Área do Assentamento Milton Santos: Matas ciliares do Rio Jaguari e Córrego Jacutinga

Área da ponte do Rio Piracicaba, sobre a Rodovia Anhanguera: Pesqueiros locais

Área do Rio Piracicaba: Pesqueiros nas proximidades do Centro de Detenção Provisória de Americana (CDP).

Área da represa do Jardim Imperador: Residencial Portal dos Nobres

Área da Praia dos Namorados: Orla da Represa do Salto Grande

Área do Bairro Mirandola: Pastos e matas periféricas

Área da Praia do Zanaga: Braço da Represa do Salto Grande entre os bairros Antônio Zanaga e Vale das Nogueiras.

Área da Usina da CPFL: Represa do Salto Grande.

Área do Ribeirão Quilombo: Toda a extensão.

Área verde do Parque Nova Carioba: Mata ciliar do córrego Bertini.

Podcast Além da Capa
Solidariedade e apoio aos necessitados marcam a luta contra o novo coronavírus (Covid-19) nas periferias da RPT (Região do Polo Têxtil). O LIBERAL visitou moradores do acampamento Roseli Nunes e da favela Zincão, em Americana, e da ocupação Vila Soma, em Sumaré, e observou como eles se unem para enfrentar as dificuldades provocadas pela pandemia. Nesse episódio, o editor Bruno Moreira recebe o repórter André Rossi, que esteve nas comunidades, para repercutir essa apuração.