Cidade tem equipamento que detecta tempestades

O sensor, que foi instalado no Tiro de Guerra, auxiliará na captação de descargas elétricas dentro das nuvens em até 20 quilômetros


Americana foi uma das sete cidades escolhidas para receber o sensor do radar meteorológico do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). O sensor foi instalado no Tiro de Guerra, onde está localizada a estação meteorológica do município.

Além da cidade americanense, os equipamentos foram instalados em Engenheiro Coelho, Indaiatuba, Itatiba, Santo Antônio de Posse, Tuiuti e Campinas. O radar meteorológico de dupla polarização, instalado no Campus da Unicamp, é capaz de detectar com até seis horas de antecedência de acontecimentos climáticos. Os sensores localizados nos demais municípios auxiliarão na captação de descargas elétricas dentro das nuvens em até 20 quilômetros.

Foto: Divulgação
Os equipamentos de coleta e transmissão de dados e componentes associados são instalados em um tripé metálico com 2 metros de altura

“A instalação deste sensor é de suma importância para Americana e uma grande conquista para a nossa Defesa Civil. Isso é muito bom, pois vamos ter os dados precisos da aproximação de uma tempestade, a intensidade que ela vem, se é com vendaval ou granizo. Dá pra gente se preparar e acionar as equipes em uma eventual tempestade. O funcionamento do aparelho está programado para outubro, onde estarão instalados nas sete cidades da região, enviando as informações para a central em Campinas,”, explicou a coordenadora da Defesa Civil de Americana, Marli Rodrigues dos Santos Kiriyama.

O conjunto de equipamentos é composto por sensores de campo elétrico atmosférico e pluviômetro, sistema de aterramento e dispositivo eletrônico de coleta e transmissão de dados via modem celular acondicionados em uma caixa hermética. A alimentação de energia é independente, por sistema de painel solar e bateria do próprio equipamento. Os equipamentos de coleta e transmissão de dados e componentes associados são instalados em um tripé metálico com 2 metros de altura.

Além do radar e dos sensores, serão espalhados detectores de granizo, quatro estações hidrológicas completas (Campinas (2), Limeira e Piracicaba), com transmissão de dados em tempo real e até fotografia dos rios, 30 pluviômetros automáticos e um anemômetro sônico para estudar ventos intensos na área urbana, que será instalado no próprio radar.

O projeto, denominado de SOS Chuva, liderado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) em parceira com a USP (Universidade de São Paulo) e Unicamp custará R$ 3,5 milhões e foi financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

O Cepagri também pretende instalar um canal para contato direto com a população, onde aqueles que se cadastrarem terão a possibilidade de mandar fotos e vídeos, através do site do Centro de Pesquisas. O projeto SOS Chuva terá duração de 24 meses.

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