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Doença

Americana confirma quarto óbito por dengue e investiga outros dois

A vítima é uma mulher de 43 anos, moradora do Antônio Zanaga, que foi internada em 28 de março e morreu no dia seguinte

Por Redação

25 de abril de 2022, às 17h08 • Última atualização em 25 de abril de 2022, às 19h01

A Vigilância Epidemiológica de Americana confirmou nesta segunda-feira (25) a quarta morte por dengue no município, que já soma 1.098 casos da doença. Outros dois óbitos seguem sob investigação laboratorial.

A quantidade de infecções pelo vírus, transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, faz com que a cidade se aproxime do cenário vivenciado em 2019.

Naquele ano, entre janeiro e abril, foram registradas 1.572 ocorrências da doença. Nos anos seguintes, o número de infecções caiu consideravelmente no mesmo período. Foram 118 casos em 2020 e 96, no ano passado.

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Sobre a morte confirmada nesta segunda-feira, a vigilância afirmou se tratar de um caso de dengue hemorrágica que acometeu uma moradora de 43 anos, do Antônio Zanaga.

Durante o período de evolução da doença, a paciente apresentou febre, dores musculares e articulares, dor abdominal, queda de pressão arterial, dor de cabeça e manchas pelo corpo, além de anúria (ausência de drenagem da urina).

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Por conta da alta no número de casos, a Secretaria de Saúde tem intensificado as ações de combate à doença, com nebulização de inseticida, visitas de casa em casa para eliminação de criadouros e também visitas em pontos estratégicos, estabelecimentos cuja atividade concentra maior risco na reprodução do mosquito Aedes aegypti, como as borracharias, por exemplo.

Nesta terça-feira (26), as ações serão concentradas na região do São Manoel, um dos 13 bairros com maior incidência de casos na cidade.

“A dengue é uma doença multifatorial, que depende da ação humana para o seu efetivo controle. Além das ações que a prefeitura vem implementando, como a nebulização de inseticida, é preciso que todos façam a sua parte, evitando manter criadouros do mosquito transmissor”, alertou o secretário de Saúde, Danilo Carvalho Oliveira.

OUTROS CASOS
Os outros óbitos pela doença neste ano na cidade são de um homem de 60 anos, morador do Centro, que morreu no dia 4 de março; o de uma mulher de 82 anos, do Nova Americana, que morreu dia 26 do mesmo mês; e o de um homem de 63 anos, do Jardim Nossa Senhora do Carmo, que morreu em 31 de março.

Cenário
Desde o início do ano foram realizadas 1.901 notificações de casos suspeitos, dos quais 1.098 foram confirmados, 717 descartados e 86 casos ainda aguardam resultados de exames.

“A gente sabe que a dengue é uma doença sazonal. Esperávamos até em anos anteriores que poderia estar acontecendo uma situação dessa. E por conta da pandemia, certamente, as pessoas deixaram de sair, ficaram muito em casa. Talvez em casa, cuidássemos mais dos nossos quintais. É uma série de questões que acreditamos que esteja ocorrendo, além dessa sazonalidade natural”, afirmou o coordenador da Vigilância Ambiental do município, Antônio Jorge da Silva Gomes, nesta segunda, em entrevista ao programa Liberal no Ar, da Rádio Clube (AM 580).

Bairros com maior incidência de casos confirmados são:

  • Antônio Zanaga – 148
  • Cidade Jardim – 36
  • Vila Belvedere – 36
  • Vila Bertini – 35
  • São Jerônimo – 32
  • São Manoel – 31
  • São Vito – 30
  • Parque Novo Mundo – 28
  • Jaguari – 28
  • Jardim da Paz – 25
  • Vale das Nogueiras – 24
  • São Luiz – 22
  • Vila Santa Maria – 21

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