Americana ganha ambulatório para dores intensas

Na Região Metropolitana de Campinas, apenas a Unicamp oferece um atendimento semelhante ao que foi implantado


Americana inaugurou nesta terça-feira um novo ambulatório anexo ao Hospital Municipal Doutor Waldemar Tebaldi. A ala especializada para o atendimento de pacientes com dores intensas deverá receber até 200 pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) portadores de dores crônicas, ortopédicas, fibromialgia e pacientes em estado terminal.

O espaço, onde antes funcionava o Centro de Atendimento à Mulher conta com técnicos de enfermagem e acupuntura, anestesiologista e terapeutas.

“Se o paciente chegar e estiver com muita dor, ele é levado para a sala e recebe medicamento. Dependendo da patologia ele vai visitar o ambulatório dia sim, dia não. O que a gente quer é que o paciente fique com ao menos 50% da dor melhorada para que ele possa conviver com a família e trabalho, ter amparo”, comentou a médica responsável pelo ambulatório, Neide Marques Gilberto.

Foto: Marília Pierre / Prefeitura de Americana
Mirella Povinelli, secretária de Saúde, disse que os pacientes serão avaliados

Segundo a secretária de Saúde, Mirella Povinelli, os pacientes deverão passar obrigatoriamente pelas unidades básicas de saúde, pronto atendimento ou pronto-socorro do HM para receber um encaminhamento médico ao novo ambulatório.

“O paciente não vai vir aqui na porta. Ele passa pelas unidades de saúde do município e será avaliado”, explicou. Um dos sistemas de seleção será entrevista em que o paciente deverá apontar, em uma escala de 0 a 10, as áreas que representam maior sofrimento.

Este é o único ambulatório a realizar este tipo de atendimento na RMC (Região Metropolitana de Campinas), além de uma unidade dentro do hospital universitário da Unicamp.

Uma das primeiras a inaugurar o serviço nesta terça-feira, a operadora de caixa Cristiane Aparecida da Silva, de 39 anos, disse que ficou satisfeita com o acompanhamento que terá nas próximas semanas. Por conta de um acidente automobilístico, Cristiane sofreu fraturas expostas e há um ano convive com dores.

“Só quem tem dor sabe. Muita gente não gosta de ouvir, mas é algo que atrapalha em tudo. Não é só no trabalho, mas é na nossa relação com a família, a gente fica com estresse, depressão. É muito difícil”, lamentou.

Mudança

Funcionando provisoriamente ao lado do Hospital Municipal, o ambulatório deverá ser transferido para o espaço onde antes funcionava o Hospital Infantil André Luiz, lugar que a prefeitura espera transformar em um complexo de especialidades.

Até o momento, nenhuma obra iniciou neste prédio e não há previsão para entrega da reforma.

De acordo com a secretária de Saúde, a transferência para o futuro complexo poderá ampliar o atendimento dos pacientes que sofrem com dor e colocá-los em contato direto com ortopedistas, neurologistas e outros médicos especializados.

Atualmente, a capacidade do Ambulatório da Dor é para até oito consultas por dia.

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