Americana é a 9ª cidade mais pacífica do País, diz Ipea

Estudo tem 2017 como ano-base e considera 310 municípios com mais de 100 mil habitantes no Brasil; no Estado de São Paulo, município é sexto colocado


Americana voltou a figurar no top dez das cidades mais pacíficas do país, de acordo com o Atlas da Violência 2019, elaborado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). O estudo tem 2017 como ano-base e leva em conta os 310 municípios com mais de 100 mil habitantes.

Foram 18 mortes violentas registradas pelo SIM (Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde) no ano de análise do estudo. Como a população estimada de Americana em 2017 era de 233,8 mil pessoas, a taxa de homicídio é de 7,7 por grupo de 100 mil habitantes, o nono menor índice contabilizado no País e o sexto menor no Estado de São Paulo.

Foto: Alexandre Carvalho / A2img
Tenente-coronel Horácio destacou o trabalho da Polícia Militar e das outras forças de segurança do município

Os dados contabilizados diferem dos que constam no site da SSP (Secretaria de Segurança Pública), que mostram a existência de 16 homicídios no mesmo período. A diferença, explica o pesquisador Daniel Cerqueira, do Ipea, se dá pela maneira como os dois órgãos enquadram os crimes.

Ocorrências como legítima defesa e morte por intervenções policiais são consideradas homicídios para o Ministério da Saúde, enquanto que nos registros policiais existe uma diferenciação. “A Saúde não classifica intenção. Ou a morte é natural, por doença, ou ela é uma morte violenta”, disse ao LIBERAL.

Americana evoluiu na comparação com 2016, quando teve 24 mortes violentas, gerando uma taxa de 10,5 homicídios (29ª colocação). No ano anterior, no entanto, havia sido o terceiro município do País com o menor índice, de 4,8, mas o Ipea não informou o número de mortes violentas para este ano.

O comandante da Gama (Guarda Municipal de Americana), Marcos Guilherme, atribui o resultado à intensificação da autarquia sobre abordagens em locais que apresentam aumento de crimes que são reflexos do tráfico de drogas, além das prisões realizadas pela Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes).

“Acredito que o resultado obtido seja fruto da integração entre as forças de segurança do município, além da sinergia entre os poderes públicos atuantes em Americana, somados ao eficiente trabalho dos policiais militares que atuam na região”, afirmou o tenente-coronel Luiz Horácio Raposo Borges de Moraes, atual comandante do 19° BPMi (Batalhão de Polícia Militar do Interior), que tem sede em Americana.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora