22 de janeiro de 2021 Atualizado 22:16

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Compartilhe

SESSÃO

Alvo de debate, projeto para mototáxi é rejeitado na Câmara de Americana

Questões sobre segurança e fiscalização foram abordadas em plenário; Padre Sergio se irritou com sugestão para retirar projeto

Por André Rossi

27 nov 2020 às 08:08 • Última atualização 27 nov 2020 às 11:53

O projeto de lei que visava autorizar a implantação de agências de mototáxi em Americana foi rejeitado com 12 votos contrários, cinco favoráveis e uma abstenção na sessão da câmara nesta quinta-feira (26). O debate sobre o tema fez com que vereadores elevassem o tom e trocassem farpas em plenário.

Apresentado em março, o projeto do vereador Padre Sergio (PT) entrou em pauta pela primeira vez em 20 de agosto e desde então era adiado ou alvo de pedido de vista. Nesta quinta, durante discussão do substitutivo ao texto, a questão da falta de segurança nesse tipo de transporte foi levantada por Alfredo Ondas (MDB).

Projeto entrou em pauta pela primeira vez em 20 de agosto – Foto: Ernesto Rodrigues / O Liberal

Já Thiago Martins (PV) disse que não era o momento de colocar o texto em votação devido a transição de governo e as dificuldades de fiscalização. Ele citou ainda o caso da lei sobre o transporte por aplicativo, que foi sancionada, mas até hoje não está regulamentada.

Na sequência, Marschelo Meche (PSL) sugeriu que Padre Sergio retirasse o projeto para que fosse discutido no ano que vem, o que irritou o petista. Ele não se reelegeu para a próxima legislatura.

“Não podia ser votado [antes] porque ia ter a eleição. E agora estão pedindo para eu retirar o projeto porque ele não é oportuno agora. Gente, onde está a coerência aqui? (…) Eu não retiro. Ou a gente vota sim, e diz que é a favor, ou a gente vota não e se diz contra. Do resto, é palavra para mostrar que não tem compromisso com a categoria”, disparou Padre Sergio.

Na sequência, Odair Dias (Pros) criticou o discurso do petista e se referiu ao projeto autorizativo como uma “indicação de luxo”, já que o mesmo só seria colocado em prática se o prefeito quisesse.

“Eu posso dizer para o vereador quer conversinha furada é projeto autorizativo, que nada mais é do que uma grande indicação”, apontou Odair.

Renato Martins (PTB), Welington Rezende (Patriota), Maria Giovana (PDT) e Rafael Macris (PSDB) votaram favoráveis ao projeto junto com Padre Sergio. Já Juninho Dias (MDB) preferiu se abster; durante o debare, ele havia defendido a discussão sobre o tema na próxima legislatura.

Publicidade