Aluna da Fatec de Americana participa de evento da Apple

Com aplicativo de game, Victoria Andressa representa o País em evento realizado nos Estados Unidos


“Um mini game cujo principal objetivo é espalhar o amor”. Essa é a mensagem que a estudante Victoria Andressa, aluna do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Fatec Americana, quer passar com o aplicativo de game que lhe garantiu uma bolsa para representar o Brasil na Conferência Mundial de Desenvolvedores da Apple, a Worldwide Developers Conference, WWDC, que acontece até a próxima sexta-feira na Califórnia, nos EUA.

Victoria batizou o jogo que criou de “Sharing Love”. Segundo ela, o objetivo “é estimular uma reflexão profunda sobre o tema”. O aplicativo foi desenvolvido para iPad por meio da ferramenta Playground, da Apple. Outros estudantes do mundo todo apresentarão projetos que utilizam a mesma tecnologia.

Foto: Arquivo pessoal
Victoria na entrada do McEnery Convention Center, em San Jose, na Califórnia; mini game estimula reflexão sobre o amor

O evento teve início na última segunda-feira. A bolsa que Victoria ganhou lhe deu direito a entrada gratuita, hospedagem, alimentação, passagens e acesso a todas as atrações. “Espero conhecer pessoas de diferentes partes do mundo, me inteirar com as novidades do ecossistema Apple, além de exercitar meu conhecimento em inglês”, diz a jovem.

Para o professor e orientador de Victória no curso da Fatec, Kleber de Oliveira Andrade, a participação da jovem no evento da Apple deve motivar outros estudantes a se inscreverem no programa do qual ela participou. Ele falou sobre a iniciativa da empresa americana em sala de aula e além de Victória, apenas mais um aluno se inscreveu no desafio.

Depois de inscritos, os estudantes passam por um processo seletivo. Os aprovados são aceitos para participarem do programa e os melhores projetos acabam sendo escolhidos para o evento na Califórnia.

“Além de ser muito bom para o currículo dela, com certeza isso vai servir de motivação para outros alunos e mostrar que eles também são capazes”.

Victoria conta que desde a infância cultiva o gosto pela tecnologia, mas foi no ensino médio que o interesse ganhou força. A estudante cursou o segundo grau em escola pública – na Escola Estadual Prof. Silvino José de Oliveira, no Cordenonsi – e se sentiu atraída por uma disciplina extracurricular com o programa Maker.

Foto: Arquivo pessoal
Victoria Andressa e estudantes de Campinas que foram selecionados para o evento

“Sempre fui curiosa, desde criança queria entender o porquê das coisas, algo que me ajudou muito no processo de aprendizagem. E isso é o que o Maker faz. O programa não te fornece a resposta de um problema, mas sim os meios e as inúmeras opções para chegar em uma solução. Tudo isso de uma maneira natural e leve, sempre guiada pela criatividade”, diz.

Nessa disciplina Victoria foi orientada pelo professor de artes, Ivan Ferreira. “Ele foi fundamental para o meu processo de aprendizagem, pois, além de motivar toda a turma, com a ‘mão na massa’, ele me ajudava quando eu tinha um bloqueio criativo”, conta Victoria.

“A mentalidade Maker está relacionada com um conjunto de valores e atitudes que permitem a liberdade criativa e autonomia no processo de aprendizagem. Trata-se de uma cultura que valoriza o ‘fazer’ em conjunto, independente do espaço físico, explica o especialista em educação Maker Diego Thuler.

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