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Falta de chuva

Alerta de estiagem deixa municípios da região em estado de atenção

Situação de emergência hídrica foi levantada pelo governo federal e o Consórcio PCJ

Por Ana Carolina Leal

02 jun 2021 às 07:18 • Última atualização 02 jun 2021 às 15:47

Um alerta de emergência hídrica emitido pelo governo federal e pelo Consórcio PCJ (Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) por conta da intensificação da estiagem e redução das chuvas deixou os municípios da RPT (Região do Polo Têxtil) em estado de atenção. No momento, não há risco de falta de água, mas as prefeituras defendem o uso consciente para evitar problemas futuros.

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“A redução da disponibilidade hídrica nos principais mananciais das Bacias PCJ, provocada pelo início da estiagem e somada a baixa incidência de chuvas para o ano de 2021, apontam para situação de alerta quanto ao início de processo climático extremo de seca na região”, diz trecho de nota de alerta emitida pelo Consórcio PCJ.

Por conta da estiagem, os Comitês das Bacias PCJ passaram a fazer, nesta terça-feira (1), a gestão da vazão do Sistema Cantareira. A água desses rios atende a milhões de pessoas nas cidades da região, mas as chuvas que reabastecem os mananciais não têm sido suficientes nos últimos meses. As Bacias PCJ contemplam 19  municípios, entre eles Americana, Sumaré e Hortolândia.

Em Americana, DAE diz que barramento permite a captação, por mais que o Rio Piracicaba diminua – Foto: Ernesto Rodrigues / O Liberal

O nível do Cantareira, em 31 de maio, estava em 47,7%, o que é considerado estado de atenção. As chuvas registradas em abril foram abaixo da média e, para os próximos meses, espera-se poucas precipitações.

A BRK Ambiental, concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto de Sumaré, informa que apesar do baixo volume de chuvas dos primeiros meses do ano (406,3 milímetros) – quantidade 14% inferior ao registrado em 2014, ano da pior crise hídrica vivenciada pela região Sudeste, quando foram acumulados 473 milímetros no primeiro quadrimestre – o abastecimento ainda ocorre com regularidade. No entanto, a redução antecipada dos níveis dos mananciais de captação – Rio Atibaia, represas Horto 1, Horto 2 e Marcelo – pode agravar tais condições.

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“Por isso, a concessionária já colocou em prática um Plano de Contingência com ações que vão desde a instalação de sondas analíticas para monitoramento da qualidade de água bruta até reforço no programa de combate às perdas de água do município”.

Em Hortolândia, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), afirma que a situação do abastecimento está satisfatória, mas recomenda à população banhos rápidos, fechamento das torneiras ao ensaboar as mãos e escovar os dentes, além de evitar lavar carros, calçadas e quintais.

O DAE (Departamento de Água e Esgoto) de Americana diz ter construído um barramento que permite a manutenção do nível de água na captação. “Por mais que o Rio Piracicaba diminua seu volume, por enquanto, não há risco de falta de água por escassez no sistema ou dificuldade de captação”.

Em Santa Bárbara d’Oeste, a autarquia garante que os níveis atuais das represas sustentam o abastecimento no município durante a estiagem, porém, é preciso haver recarga de chuvas no período de setembro deste ano a março de 2022, bem como das próprias nascentes.

Como capta água em represas próprias, a prefeitura de Nova Odessa afirma que a cidade não corre risco de desabastecimento no momento, apesar de manter o alerta pelo consumo consciente. 

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