Acordo barra uso de terreno como estacionamento do Polivalente

Espaço quer era usado pro alunos e professores faz parte de negociação com a União Operária e foi devolvido pela Prefeitura de Americana


A Prefeitura de Americana revogou nesta terça-feira os decretos que permitiam que alunos e professores da Etec Polivalente, na Avenida Nossa Senhora de Fátima, usassem um terreno ao lado da escola como estacionamento.

A área, de dez mil metros quadrados, faz parte de uma área que era alvo de disputa judicial com a União Operária e foi devolvida à associação.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Área ao lado da escola deixará de ser aproveitada por alunos e professores por conta do acordo

O acordo entre prefeitura e associação foi homologado na segunda-feira pela Justiça. Segundo o governo, agora a Etec terá de conversar com a União Operária.

A escola tem 2,5 mil alunos, e cerca de 200 veículos são estacionados diariamente no local, estima o professor Edson Trevisan, membro da APM (Associação de Pais e Mestres).

A escola está em férias, mas Trevisan teme o impacto que a falta de um estacionamento pode causar, já que praticamente não há lugar para estacionar nas redondezas, ele conta.

“Se não tiver onde parar o carro vai ser uma complicação intransponível”, afirma Trevisan, que solicitou à câmara que, na construção de sua futura sede, reserve um espaço ao estacionamento dos alunos.

Regina Célia Sales acha que, se o problema não for resolvido, pode até abandonar o curso de segurança do trabalho, que ela faz à noite. “Trabalho durante o dia, chego em cima do horário da aula, não dá pra ficar procurando local para estacionar”, explica.

Presidente da União Operária, Jairo Azevedo Filho diz que o assunto vai ser discutido com os outros membros da associação depois que a área for devolvida formalmente. “A associação vai ouvir os estudantes no momento oportuno e vai se reunir para naturalmente tomar pé e tomar a decisão mais acertada”.

O terreno foi doado pela União Operária em 2006. A condição era que no local fosse construído o novo Paço Municipal, uma nova câmara e um centro de capacitação profissional. Na época, também foram doados R$ 1,8 milhão, que deveriam ser reservados ao mesmo destino. Como nada saiu do papel, a associação foi à Justiça pedir o terreno e o dinheiro de volta.

A prefeitura fechou um acordo que prevê a devolução de parte da área, que engloba o estacionamento. A parte que ficou para o município deve servir de sede para o novo prédio da câmara.

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