Acia diz não ter sido consultada sobre Área Azul

Dimas Zulian, presidente da entidade, defendeu uma maior rotatividade de vagas e apontou reclamações de comerciantes


Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal.JPG
Trecho da Rua Dom Pedro II tem mais vagas disponíveis para estacionar

O presidente da Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana), Dimas Zulian, afirmou que a associação não foi consultada sobre o novo modelo de Área Azul que foi implantando na cidade. A expansão do estacionamento rotativo incomodou alguns comerciantes, que apontam queda no movimento e arrecadação. Inclusive, uma comerciante pediu desfiliação da entidade por estar insatisfeita com a mudança.

“É importante deixar claro que a Acia não foi comunicada nem consultada a respeito dos parâmetros que esse projeto teria. Na realidade eu soube da licitação e da implantação pelos jornais. Foi implantado, está havendo reclamações e quem tem nos procurado eu estou recebendo, ouvindo e vamos tentar ajudar sim nos ajustes que forem necessários”, afirmou Dimas.

Dois comerciantes procuraram a associação para realizar reclamações formais. Uma delas foi a proprietária do restaurante Dona Marô Culinária Saudável, Marcia Rosalen, que pediu ainda seu desligamento por acreditar que a Acia não apoia os comerciantes. A média de refeições no restaurante dela, localizado no Jardim Girassol, era 150 ao dia e caiu para 50.

“Ao invés de me vocês (Acia) me ajudarem, estão prejudicando o comércio de Americana. Por que eu vou pagar?”, questionou Marcia.

Dimas avalia que o maior rodízio de vagas, em princípio, é bom, mas ressaltou que a população ainda tem dúvidas sobre o sistema. Ele também julga prematuro fazer uma análise sobre a situação após pouco mais de uma semana.

“A história mostra que nas cidades onde isso foi implantado houve resistência, problemas de implantação e agora é muito cedo ainda. Tem que esperar um pouco mais para fazer uma avaliação completa sobre tudo isso aí”, comentou.

CIRCULAÇÃO. O proprietário do Supermercado Tatuense, Carlos Alberto Rodrigues, localizado na Rua Dom Pedro II, afirma que a circulação de pessoas no Centro “acabou”, o que ele acredita ser um reflexo do novo sistema.

“Eu não sabia que uma Área Azul pudesse resultar no afastamento das pessoas do Centro da cidade. Como dependemos muito das pessoas estarem circulando em volta da gente, isso acabou. Não tem mais ninguém fazendo isso”, lamentou.

O comerciante afirmou ainda que os lojistas estão conversando entre si e cogitam realizar algum movimento próprio até a próxima semana caso a Acia “não se manifeste”.

Sobre as reclamações das áreas atingidas pelo novo sistema, o diretor da empresa responsável pelo serviço, a Estapar, Adelcio Antonini, disse que o projeto que definiu as ruas envolvidas não partiu da empresa, mas sim da prefeitura. Entretanto, ele afirmou que todos os dados estão sendo analisados e que o contrato permite alterações, caso seja constatada a necessidade. Entretanto, não existe um prazo e nem garantia para que algo do gênero aconteça.

A prefeitura preferiu não se manifestar sobre as afirmações de Zulian.

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