Outubro Rosa: Cinco dicas para mamografia

Preconceito e medo até de pronunciar o nome da doença, perdem espaço para a informação e a prevenção


Cinco dicas para mamografia

1 – Se puder, opte pela mamografia digital. Hoje em dia é possível realizar a tomossíntese – ou mamografia 3D -, o que aumenta o percentual de diagnóstico precoce.

2 – Observe a reação do seu corpo durante o ciclo menstrual e evite agendar o exame naqueles dias em que as mamas estão mais sensíveis e doloridas.

3 – Dê preferência às clínicas que investem em novas tecnologias, já que os mamógrafos vêm sendo modificados para tornar o exame mais rápido e menos incômodo às pacientes.

4 – Durante o exame, procure seguir a orientação do profissional que está no comando, evitando movimentos que possam comprometer o resultado final. Tenha em mente de que se trata de um exame rápido, realizado uma vez ao ano, e que pode salvar a sua vida.

5 – Não se apavore se for chamada para repetir o exame. Ao contrário. Procure agendar o quanto antes e tente relaxar, permitindo a compressão necessária para a melhor imagem possível. Oito em cada dez nódulos encontrados não têm nada a ver com câncer.

Fonte: Vivian Schivartche, radiologista especialista em diagnóstico da mama do CDB (Centro de Diagnósticos Brasil), em São Paulo

Como lidar com os efeitos da ‘quimio’

A quimioterapia pode causar vários efeitos colaterais indesejáveis, como náuseas e vômitos, sintomas depressivos e queda dos cabelos. Algumas pessoas podem apresentar todos os efeitos descritos, enquanto outras somente alguns ou nenhum deles.

A pedido da Revista L, o ginecologista e mastologista Gilson Pelegrino listou quais os principais efeitos colaterais e como minimizá-los.

SINTOMAS DEPRESSIVOS: Devem ser tratados com psicoterapia e medicamentos específicos.

NÁUSEAS E VÔMITOS: O tratamento é basicamente medicamentoso com antieméticos e antiácidos.

QUEDA DE CABELO: O resfriamento do couro cabeludo é um método de prevenção. Consiste em utilizar toucas de gelo para diminuir o fluxo de sangue para folículos capilares, o que minimiza a perda de fios.

REDUÇÃO DA FERTILIDADE: É possível preservar por meio de técnicas de coleta e armazenamento de óvulos ou embriões antes do tratamento.

ONDAS DE CALOR: Devem ser tratadas por medicamentos não hormonais ou acupuntura.

Novidades no tratamento

Um novo avanço deve melhorar ainda mais o diagnóstico do câncer de mama. Trata-se de um software (C-View) que utiliza as imagens da tomossíntese – também conhecida como mamografia tridimensional ou 3D – e produz imagens mamográficas em duas dimensões.

De acordo com o médico radiologista do CDB Premium, Aron Belfer, que introduziu a tomossíntese no Brasil, a mamografia tomográfica como a conhecemos gera imagens em 2D e em 3D.

“Quando a mamografia convencional (2D) é realizada isoladamente, a sobreposição de estruturas da mama pode simular lesões suspeitas. Com a tomossíntese, cada imagem representa uma fatia de um milímetro da mama, eliminando a sobreposição dos tecidos. Em média, o exame leva quatro segundos para ser realizado, pouco mais que a mamografia convencional. Entretanto, permite a detecção do câncer numa fase muito precoce e em mamas densas e heterogêneas. Além disso, com o uso do software, a exposição à radiação cairá pela metade”, explica.

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