OMS declara pandemia do novo coronavírus

Organização, porém, ressalta que a declaração não significa que a organização vá adotar novas recomendações no combate ao vírus


Foto: Reprodução
Diretores da OMS declararam o novo coronavírus como pandemia

A OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou na tarde desta quarta-feira (11) uma pandemia do novo coronavírus. Já são mais de 118 mil casos da doença em todo o mundo, segundo o órgão, em 114 países. Até o momento, 4.291 pessoas morreram pelo vírus.

“Estamos profundamente preocupados com os alarmantes níveis de disseminação e severidade, e de falta de ação”, disse o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça.

A entidade ainda advertiu que, nas próximas semanas, deve aumentar o número de casos e também as mortes causadas pela doença. A OMS citou também que há 900 pacientes em UTIs na Itália, em estado grave.

Tedros Adhanom Ghebreyesus também comentou que a expressão pandemia, se mal empregada, poderia levar a “medo irracional” e, consequentemente, causar sofrimento e mortes. Ainda assim, lembrou que não há nada que se possa fazer “especificamente” para o tratamento.

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O diretor-executivo do programa de emergências da OMS, Michael Ryan, ressaltou que a declaração não significa que a organização vá adotar novas recomendações no combate ao vírus. “A declaração de uma pandemia não é como a de uma emergência internacional – é uma caracterização ou descrição de uma situação, não é uma mudança na situação”, disse Ryan em coletiva para a imprensa.

De acordo com a OMS, todos os países agora devem rever suas estratégias contra o coronavírus, ativando e ampliando seus mecanismos de resposta a emergências. “Orientamos nações para que encontrem, isolem, testem e tratem todos os casos de coronavírus”, afirmou.

A OMS ainda disse que aguarda resultados da China, que podem dar “um caminho mais claro” sobre a transmissão do vírus. “Precisamos entender do que as pessoas estão morrendo e por quê, para impedir mais mortes”, afirmou a OMS, complementando que não há uma fórmula matemática para entender a doença, mas é preciso observar como se move o surto.

A organização afirmou que os países da África são o foco agora, para se evitar mais a disseminação da doença. “Somos capazes de conter ainda esse vírus para que não chegue a países mais pobres”, comentou a entidade.

Falta ação

A OMS afirmou que alguns países “não estão fazendo nada” para afastar o contágio em massa do coronavírus, mas ressaltou que, como entidade, não interfere no modo de agir de cada nação.

Ainda assim, a OMS pediu aos governos para aumentarem o número de funcionários de seus sistemas públicos de saúde, por conta da epidemia.

“A taxa de mortalidade do coronavírus se mostra muito maior do que de um influenza comum”, ressaltou Tedros Adhanom Ghebreyesus. “O que custa mais, o isolamento ou mortes e falência do sistema de saúde?”, questionou.

A OMS ainda ressaltou que práticas de contenção da doença resultaram em redução de casos na China e na Coreia do Sul.

Casos no Brasil

No Brasil, segundo balanço do Ministério da Saúde, são 37 casos confirmados.

Em Americana, são investigados três casos suspeitos, todos moradores de Americana. Os pacientes são uma mulher de 61 anos, um homem de 28 e uma mulher de 26, todos com viagem recente à Itália. Até esta terça-feira (10), não havia resultado dos exames desses pacientes.

Já Hortolândia descartou um caso nesta terça e notificou outro suspeito de coronavírus. As demais cidades da RPT (Região do Polo Têxtil) não possuem notificação da doença.

Foto: Arte - Agência Brasil
Confira o que é o coronavírus e os sintomas da doença

Com a disseminação global do novo coronavírus, há uma apreensão quanto a esclarecer o que é verdade ou mito sobre a doença. Clique aqui e confira a reportagem que traz os mitos e as verdades sobre o vírus.

* Com informações da Agência Brasil, Agência Estado e GloboNews.

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